The project begins with people.The transformation happens in the spaces.
I am Igor Drumond, an architect and urbanist in Juiz de Fora, Brazil. From the object to the neighborhood, I combine sensitivity, research and design to create spaces that welcome, bring people together and become part of life.
Main interests
Architecture
Houses, interiors, housing and public facilities, from study to detail.
City
Urbanism, public space, landscape and urban waters: the city as a project.
Design
Original furniture and objects, where the piece, the material and the setting meet.
Main projects
Casa sobre Jardim (House over Garden)
- Year
- 2023
- Type
- Single-family residential
- Credit
- ARQLIQ
- Status
- Under construction
A single-family house whose construction drawings are now being built.
- Program
- Single-family house.
A two-story single-family house designed at the ARQLIQ office and now under construction. The upper volume, in perforated ceramic elements, rests on concrete pilotis that shelter the garage and free the ground floor for the garden. The facade combines exposed brick, cobogó and a wall of perforated metal mesh, which filters light, preserves privacy and lets the garden be seen from the street. I produced the construction drawings.
Arnaldo Janssen Space
- Year
- 2021
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, social area
- Status
- Academic
A social area designed from the winds, the sun, the noise and the flows of the site.
- Program
- Two courtyards with light roofs, benches, vegetation and water mirrors.
Developed in 2021 in Architecture and Urbanism Project I, at UniAcademia, the project proposes a social area for the Arnaldo Janssen campus, in the Estrela Sul neighborhood of Juiz de Fora, for students, teachers and staff.
The study starts from an analysis of the winds, solar incidence, noise and flows of the site.
The proposal organizes two courtyards with light tensioned roofs, benches, vegetation and water mirrors, in dialogue with the library building.
The project was developed by hand, with plan, site plan, sections, elevations and physical models, and includes a proposal of materials, street furniture and vegetation.
Pantaleone Arcuri Square
- Year
- 2021
- Location
- Poço Rico, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, square and public space
- Status
- Academic
A square that stops being an island and brings greenery back to the urban center.
- Program
- Revitalization of the square and its surroundings, with biophilic architecture and landscaping.
Developed in 2021 in Architecture and Urbanism Project II, at UniAcademia, the project proposes the revitalization of Pantaleone Arcuri Square and its surroundings, in the Poço Rico neighborhood of Juiz de Fora, so that people can enjoy the space even more, with greater safety, comfort and quality.
The concept is to bring green areas back to large urban centers, through biophilic architecture and landscaping.
The square stops being an island: traffic is moved to one side, and a shared street serves residents as well as running, walking, skateboarding and cycling.
The program includes a playground, outdoor gym, restrooms, monument courtyards, groves, social areas and a cafe with green ramps on top. A vegetated barrier, draining curbs, floor lighting and bike racks complete the proposal.
Books
The books that have been a reference for me so far: city, housing, design, structure and the history of architecture.
Housing First
- Year
- 2025
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Housing and care
- Status
- Academic
Housing as the starting point to rebuild the autonomy of people living on the streets.
- Program
- Housing and care complex, with homes, essential services, multidisciplinary assistance and social spaces.
The full text of the thesis, with its chapters, tables and diagrams, is available in Portuguese below.
Desenvolvido em 2025, em Juiz de Fora, o projeto propõe um complexo habitacional e de atendimento para a população em situação de rua. Inspirada no modelo internacional de mesmo nome, a proposta reconhece a moradia permanente como ponto de partida para a reconstrução da autonomia e a reinserção social, reunindo habitação, serviços essenciais, assistência multidisciplinar e espaços de convivência.
O projeto demonstra como a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a construção de cidades mais inclusivas, humanas e socialmente justas.
Situação de rua
Introdução
A história das cidades modernas é também a história de suas desigualdades. Ao longo do século XX, o avanço urbano e a consolidação do capitalismo moldaram territórios marcados pela exclusão e pela privatização do espaço público. O direito à cidade, antes concebido como expressão de cidadania, foi gradualmente substituído pela lógica do consumo e da propriedade. Nesse cenário, a ausência de moradia digna tornou-se uma das faces mais visíveis da injustiça social.
O capitalismo urbano, ao transformar a terra em mercadoria e o espaço em ativo financeiro, consolidou uma estrutura que produz continuamente a exclusão. A cidade passou a ser planejada para quem pode pagar por ela. Aqueles que não conseguem se manter dentro dessa lógica, seja por desemprego, adoecimento, envelhecimento ou ruptura de vínculos familiares, tornam-se corpos deslocados no tecido urbano. A perda da moradia, muitas vezes, não é um evento isolado, mas o resultado de uma sequência de vulnerabilidades sociais acumuladas, até que o espaço público se torne o último refúgio possível.
A exclusão urbana não é um destino inevitável, mas o resultado de um conjunto de falhas estruturais: a precarização do trabalho, a ausência de políticas sociais efetivas e a desproteção diante das crises econômicas lançam indivíduos e famílias à margem, sem redes de sustentação que possam impedir sua queda.Kowarick, 2000, p. 112
Foi a partir desse contexto que, no início da década de 1990, em Nova York, surgiu o modelo Housing First, idealizado pelo psicólogo Sam Tsemberis. Em meio a políticas repressivas e à criminalização da pobreza, Tsemberis propôs uma mudança radical: a casa deve vir primeiro. A moradia, compreendida como direito humano, passou a ser o ponto de partida para a reconstrução da vida, e não a recompensa por comportamentos considerados “adequados”.
A moradia digna não pode ser entendida como prêmio final, de uma jornada de superação, mas como alicerce básico para qualquer processo de inclusão social.Rolnik, 2015, p. 93
O Housing First rompeu com décadas de políticas baseadas na institucionalização e no assistencialismo. Ao reconhecer o indivíduo antes do problema, o modelo recolocou a dignidade humana no centro das políticas públicas. Essa abordagem inspirou transformações significativas em países como Finlândia e Dinamarca, onde a habitação permanente, associada a suporte social contínuo, mostrou ser o caminho mais eficaz para reintegrar pessoas em situação de vulnerabilidade.
Mais do que um programa habitacional, o Housing First representa uma mudança cultural e ética: a cidade deixa de enxergar o morador de rua como um “desvio” e passa a reconhecê-lo como sujeito de direitos. Ele questiona a estrutura urbana que segrega e propõe um modo de habitar que reconcilia o espaço com a vida.
A moradia é a base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua.Kohara e Comaru, 2023
Assim, este trabalho propõe uma reflexão sobre a aplicação desse modelo no contexto brasileiro e, especialmente, em Juiz de Fora, compreendendo a arquitetura como instrumento de transformação social, reconstrução de vínculos e reparação simbólica no território urbano.
Objetivos
Objetivo geral. Desenvolver um projeto arquitetônico baseado no modelo Housing First, voltado à população em situação de rua na cidade de Juiz de Fora, propondo a criação de um equipamento público multifuncional que ofereça moradia permanente e serviços integrados de saúde, assistência social, educação e capacitação profissional, buscando garantir dignidade, autonomia e reintegração social por meio de espaços humanizados.
Objetivos específicos.
- Implementar um programa habitacional permanente como alternativa às políticas de abrigamento temporário;
- Integrar moradia, saúde e assistência social em um mesmo espaço, oferecendo suporte contínuo e acessível;
- Capacitar beneficiários por meio de oficinas e cursos profissionalizantes, favorecendo a reinserção no mercado de trabalho;
- Promover convivência comunitária com espaços coletivos de uso compartilhado, como praças, hortas e áreas de lazer;
- Garantir o direito à cidade, inserindo o equipamento em área central e fortalecendo o sentimento de pertencimento urbano;
- Fomentar práticas sustentáveis através de tecnologias construtivas ecológicas e reutilização de materiais;
- Avaliar o impacto social e urbano do projeto, utilizando indicadores de reintegração e qualidade de vida.
Metodologia
A metodologia combina procedimentos qualitativos e quantitativos, para garantir uma análise ampla e fundamentada sobre a situação de rua em Juiz de Fora e a viabilidade de implementação do modelo Housing First no município. Busca-se compreender os aspectos teóricos e contextuais das políticas públicas habitacionais e mensurar os impactos sociais e econômicos da exclusão habitacional, para dar base técnica à proposta arquitetônica e urbanística.
- Abordagem mista. Qualitativa, com análise teórica, histórica e contextual; quantitativa, com levantamento e interpretação de dados sociais e econômicos.
- Pesquisa bibliográfica e documental. Livros, artigos científicos, legislações, planos urbanos e relatórios de instituições públicas e civis.
- Estudo de caso: Juiz de Fora. Análise da população em situação de rua, da infraestrutura urbana e da rede de serviços existentes.
- Dados oficiais. Indicadores socioeconômicos e custos públicos com saúde, segurança e assistência.
- Aplicação dos princípios do Housing First, para orientar as diretrizes da proposta. O objetivo é fundamentar tecnicamente a implantação de um equipamento público de moradia e serviços integrados no centro da cidade.
História
A presença de pessoas sem moradia fixa, vivendo à margem das estruturas sociais, não é um fenômeno exclusivo da contemporaneidade. Historiadores e sociólogos apontam a existência de mendigos, andarilhos e “vadios” em diversas épocas, desde o mundo clássico até o período feudal. Contudo, a população em situação de rua, tal como a conhecemos hoje, como um problema social de massa, permanente e com características de extrema exclusão e vulnerabilidade, tem sua origem e reprodução ligadas ao desenvolvimento do modo de produção capitalista.
O grande divisor de águas histórico se deu com a transição do feudalismo para o mercantilismo e, depois, com a Revolução Industrial, no século XVIII. Antes, a pobreza extrema estava associada a viúvas, órfãos, enfermos ou incapacitados para o trabalho, e era tratada, ainda que de forma limitada, pela caridade cristã, que via no pobre uma figura sagrada. Com o capitalismo, essa percepção se inverte radicalmente.
A gênese desse novo contingente de despossuídos está na dissolução dos laços feudais e, notavelmente, nos cercamentos (enclosures) na Inglaterra, que expulsaram camponeses de suas terras comunais e os transformaram em uma massa de pessoas sem meios de subsistência, livres para vender sua força de trabalho, mas igualmente livres para morrer de fome. O êxodo rural maciço em direção aos centros industriais superou a capacidade de absorção do mercado e formou uma população “supérflua” para a produção imediata do capital.
É nesse contexto que a análise de Karl Marx sobre a Lei Geral da Acumulação Capitalista se torna central para compreender essa população. Marx argumenta que o capitalismo, ao mesmo tempo que acumula riqueza em um polo, produz, em escala correspondente, a miséria no polo oposto. Para se expandir, o capital precisa não apenas de trabalhadores ativos, mas também de uma reserva de mão de obra desempregada, o Exército Industrial de Reserva. Essa reserva pressiona salários e condições de trabalho, e a população em situação de rua é a camada mais profunda e “estagnada” dele: pessoas tão despojadas de suas condições de vida (moradia, saúde, vínculos sociais) que lhes é extremamente difícil retornar ao mercado formal.
Nas décadas recentes, o capitalismo neoliberal e a globalização aprofundaram a crise. A precarização do trabalho, o desmonte das políticas sociais e a crise habitacional, em que a moradia é tratada como ativo financeiro e não como direito, contribuíram para um aumento exponencial dessa população em todo o mundo. A ausência de empregos estáveis, o subemprego (como catadores de recicláveis e flanelinhas) e a dificuldade crônica de acesso à moradia empurram contingentes cada vez maiores para a rua, onde a vulnerabilidade se manifesta em rompimentos de vínculos familiares, problemas de saúde mental, uso abusivo de substâncias e, sobretudo, na violência institucionalizada e na invisibilidade social.
Em suma, a situação de rua é a expressão mais dolorosa e visível da desigualdade estrutural. Ela não é um acidente, nem resultado de falhas de caráter individual, mas um produto necessário da lei da acumulação: quanto mais a riqueza se concentra, maior é a massa de “refugo humano” descartado e marginalizado pelo sistema.
Tema
A realidade da população em situação de rua é o reflexo mais visível das desigualdades estruturais que se intensificaram com o avanço do capitalismo urbano. As cidades contemporâneas, planejadas sob a lógica do lucro e da propriedade, transformaram a moradia em mercadoria e o espaço urbano em instrumento de exclusão. O acesso à terra e à habitação, que deveria constituir um direito universal, passou a depender da capacidade de consumo. Nesse cenário, o indivíduo que perde o emprego, adoece, envelhece ou rompe laços familiares encontra nas ruas não uma escolha, mas a consequência de um sistema que o descartou.
A realidade da população em situação de rua é o reflexo mais visível das desigualdades estruturais que se intensificaram com o avanço do capitalismo urbano.
A cidade, moldada para atender às demandas do capital, produz diariamente novos excluídos. À medida que o solo urbano se valoriza e a moradia se torna inacessível para grande parte da população, cresce o número de pessoas forçadas a habitar espaços públicos, marquises, viadutos e calçadas. Essa exclusão não é acidental, mas resultado de uma política econômica que privilegia a especulação imobiliária e o investimento privado, deixando de lado o planejamento social e a função pública do território.
A falta de moradia digna está diretamente associada à fragilidade das políticas públicas habitacionais. O Estado brasileiro, historicamente, tem atuado de forma fragmentada, criando programas emergenciais de abrigo e acolhimento que não garantem estabilidade, pertencimento ou autonomia. Essa abordagem, baseada na assistência temporária, não interrompe o ciclo da pobreza; apenas o prolonga.
O morador em situação de rua não tem rosto nem estereótipo. Pode ser qualquer um de nós, apenas uma pessoa comum enfrentando problemas da vida. Sem uma solução permanente, os problemas se agravam a cada ano e acabam saindo do controle do Estado. É necessário enxergar essas pessoas como seres humanos que precisam de apoio e cuidado.
Dados
Segundo levantamentos recentes do Governo Federal, o Brasil contabiliza cerca de 327 mil pessoas em situação de rua, com aumento constante nas últimas décadas. A região Sudeste concentra a maior parte dessa população, e Minas Gerais aparece entre os três estados com maior número de registros. Em Juiz de Fora, pesquisas da UFJF apontam que o número de pessoas vivendo nas ruas mais que dobrou desde 2016. A maioria é composta por homens adultos, entre 30 e 50 anos, que em algum momento tiveram moradia e emprego formal, mas perderam tudo em razão da instabilidade econômica e da falta de suporte institucional.
Juiz de Fora passou de 384 pessoas em 2016 para 805 em 2023 e chegou a cerca de 1.300 em 2025, um aumento de mais de 230% em menos de uma década. Apesar de não ser a segunda cidade mais populosa de Minas Gerais, ocupa o segundo lugar em número de pessoas em situação de rua, atrás apenas de Belo Horizonte.
A dependência química, as doenças mentais e as rupturas afetivas são consequências da exclusão social, não suas causas. Enquanto as respostas governamentais permanecerem centradas em abrigos temporários e medidas paliativas, a realidade nas ruas continuará a se expandir.
Trajetória
A trajetória que leva uma pessoa à situação de rua é complexa e multifatorial. Em Juiz de Fora, 54% apontam as dificuldades econômicas como principal causa, reflexo direto do desemprego, da informalidade e da falta de acesso a políticas habitacionais eficazes. Outros 47,3% indicam a ruptura de vínculos familiares. Questões de saúde mental e dependência química aparecem em 32,5% dos casos, muitas vezes agravadas pela ausência de rede pública de acolhimento e tratamento. A pandemia de covid-19 levou 35,3% das pessoas às ruas, por perda de renda, emprego e moradia.
A trajetória que leva uma pessoa à situação de rua é complexa e multifatorial.
O tempo de permanência revela a profundidade da exclusão: 33,7% estão em situação de rua há menos de um ano, o que mostra a entrada constante de novas pessoas; 26,8% permanecem entre um e cinco anos; e 39,5% vivem nas ruas há mais de cinco anos. A longa permanência intensifica o sofrimento físico e psicológico, rompe laços comunitários e reduz as possibilidades de retomada da vida social e profissional, o que torna mais urgente a adoção de modelos permanentes de moradia, que ofereçam segurança, acompanhamento e estabilidade como base para a reconstrução da cidadania.
Perfil
Com base no Censo e Diagnóstico da População Adulta em Situação de Rua de Juiz de Fora (2022/2023), a população é majoritariamente masculina: 84,7% são homens, com idade média de 43,2 anos, concentrada na faixa entre 30 e 50 anos. É predominantemente negra: cerca de 75% se autodeclaram pretos ou pardos, o que reforça a interseção entre exclusão social e desigualdade racial no contexto urbano.
Os dados desconstroem o mito da “escolha”. A vasta maioria, 71%, possuía domicílio próprio antes de ir para as ruas, o que indica que a condição de rua é um ponto de chegada após a perda de um alicerce básico, e não uma trajetória inicial. Da mesma forma, 54,2% já tiveram emprego formal, o que evidencia o papel da precarização do trabalho e das crises econômicas. O fato de a maioria ter tido moradia e trabalho confirma que o problema é a ausência de redes de sustentação e o fracasso das políticas urbanas que veem a moradia como investimento e não como um direito.
A falta de documentação é uma das mais graves expressões da invisibilidade social e um obstáculo à reintegração. Sem documentos, a pessoa perde o acesso formal à identidade e à cidadania, e fica impossibilitada de acessar serviços públicos essenciais, benefícios sociais e emprego formal. Por isso, o projeto propõe um Núcleo de Informação Geral e Atendimento (DIGA) no complexo: ao concentrar a gestão e o atendimento, a recuperação da identidade civil passa a ser o passo inicial e estrutural da reinserção.
A baixa escolaridade também perpetua a situação de rua. Em um contexto mais amplo, 64% da população em situação de rua (em um estudo de 2008) não concluiu o ensino fundamental, o que agrava a dificuldade de reinserção no mercado formal e limita as opções a trabalhos informais e precários, como a catação de recicláveis. Por isso, o projeto integra oficinas, salas multiuso, cursos profissionalizantes e aulas de informática, para criar um caminho tangível para a autonomia.
Estigma
A população em situação de rua enfrenta um processo contínuo de exclusão social que se manifesta, sobretudo, no espaço urbano. Essa exclusão é sustentada por um estigma que associa a falta de moradia à marginalidade, à improdutividade e ao fracasso individual. Tal visão reduz o fenômeno a uma questão moral e invisibiliza as causas estruturais: o desemprego, o alto custo da habitação, a precarização do trabalho e a ausência de políticas públicas eficazes.
Tal visão reduz o fenômeno a uma questão moral e invisibiliza as causas estruturais.
O estigma produz uma barreira simbólica que separa “os que têm lugar” daqueles destituídos de qualquer direito ao pertencimento urbano. O morador de rua deixa de ser visto como sujeito de direitos e passa a ser percebido como um problema urbano a ser eliminado. Segundo Goffman (1988), o estigma é um processo de desvalorização que reduz a pessoa à sua condição aparente, negando-lhe identidade e dignidade. Aplicado à cidade, transforma o espaço público em um campo de disputa simbólica, no qual a presença do “indesejado” ameaça a imagem de ordem e progresso que o centro busca preservar.
Reconhecer o direito à cidade para essa população implica romper com o estigma e repensar o espaço urbano como meio de reintegração. A superação do estigma passa por políticas que compreendam a cidade como lugar de acolhimento, e não de rejeição.
Serviços
Juiz de Fora conta com uma rede de atendimento relativamente estruturada. A Secretaria de Assistência Social (SAS) disponibiliza:
- dois Centros POP (Centro de Referência para Pessoas em Situação de Rua);
- um Centro NuPOP (Núcleo de Convivência);
- o Serviço Especializado de Abordagem Social;
- acolhimento em hotéis;
- ações de saúde e inclusão, além do Comitê Pop Rua JF;
- serviço de abrigo temporário e restaurantes populares.
Essas iniciativas cumprem o papel de cadastramento, atendimento emergencial, assistência social e cuidados provisórios, e cerca de 64% da população já usa os serviços. Contudo, baseiam-se em um modelo de atendimento ultrapassado e pouco eficaz diante da complexidade do problema. O grande limite é que se concentram em ações pontuais e de contenção, como o abrigamento temporário, sem oferecer soluções duradouras. Como reflexo, o número de pessoas em situação de rua na cidade não tem diminuído, e torna-se evidente a urgência de articular os serviços existentes a uma abordagem de longo prazo, como o Housing First.
Localidade
O centro urbano é o núcleo simbólico, histórico e funcional da cidade, onde as relações sociais, econômicas e culturais se manifestam com mais intensidade. Nas últimas décadas, muitos centros brasileiros passaram por esvaziamento residencial e degradação física, acompanhados de exclusão social e da presença maior de pessoas em situação de rua. Isso evidencia a contradição entre o centro como lugar de oportunidades e o centro como território de abandono e invisibilidade.
Embora a região Central seja a menor em extensão, ela concentra a maior parte da população em situação de rua: 55% do total. As demais regiões somam números bem menores.
É no centro que essa população encontra maior facilidade de acesso a meios de sobrevivência e a serviços, ainda que precários, o que o torna o principal território de moradia e vulnerabilidade dessa parcela da sociedade.
A reocupação e a requalificação do centro devem ser entendidas não só como revitalização física, mas como estratégia de reintegração social e urbana. Ao propor equipamentos habitacionais e de apoio social nesse território, rompe-se a lógica que desloca populações vulneráveis para áreas periféricas e invisíveis. Para Lefebvre (2001, p. 125), “o direito à cidade não se reduz ao acesso ao espaço urbano, mas envolve a possibilidade de participar da vida urbana e de se reconhecer nela”.
A centralidade urbana é o espelho da estrutura social; transformá-la é transformar a própria sociedade.Villaça, 2012, p. 63
A linha férrea, o Viaduto Roza Cabinda (Viaduto da Rua Benjamin Constant) e as margens do Rio Paraibuna são grandes áreas de oportunidade. Hoje são vetores de segregação, acúmulo de rejeitos e permanência precária para a população de rua, mas uma revitalização coordenada pode transformá-los em espaços de convívio e conexão. Por isso, o projeto não pretende só construir um edifício: pretende iniciar um processo de reparação territorial, que usa a arquitetura e o urbanismo como ferramentas de justiça social.
A especulação imobiliária, ao tratar a moradia como investimento e não como direito, produz segregação socioespacial, expulsa as camadas populares para as periferias e concentra imóveis ociosos nos centros. O esvaziamento dos centros é consequência direta dessa lógica, e a repopulação deles é essencial para o exercício da cidadania.
Problema urbano
Outro fenômeno das cidades contemporâneas é o avanço de uma lógica de vigilância, controle e exclusão. A consolidação de espaços públicos cercados, privatizados e monitorados prioriza a segurança e o consumo em detrimento da convivência. Essa tendência reforça a chamada arquitetura hostil, o conjunto de estratégias que afastam determinados grupos, sobretudo pessoas em situação de rua: bancos divididos por barras metálicas, pisos inclinados, pontas, grades e dispositivos que impedem o descanso ou o abrigo. Como destaca Rolnik (2015, p. 87), a privatização do espaço urbano e a disseminação de dispositivos de controle resultam na “morte simbólica das ruas”, que se tornam corredores de passagem e não de encontro.
A situação de rua é um fenômeno complexo, que ultrapassa a esfera individual e se manifesta como problema coletivo, estrutural e territorial. Não se trata apenas da ausência de moradia, mas da negação de direitos fundamentais e do rompimento dos vínculos que sustentam a vida em comunidade. O impacto recai sobre toda a cidade, e deve ser tratado como questão de planejamento urbano e de justiça social, com políticas que garantam moradia digna, saúde, educação e geração de renda, para promover não só o acolhimento emergencial, mas a reintegração plena à vida urbana.
Proposta
O Housing First propõe uma inversão de lógica: garantir primeiro a moradia e, a partir dela, articular os demais serviços sociais. A proposta busca não apenas oferecer abrigo, mas reintegrar a pessoa ao tecido urbano e social, por meio de um equipamento público multifuncional que reúna moradia, atendimento social, saúde, educação e capacitação profissional.
O Housing First propõe uma inversão de lógica: garantir primeiro a moradia e, a partir dela, articular os demais serviços sociais.
A decisão de construir um novo edifício, em vez de adaptar estruturas existentes ou alugar imóveis, é um pilar estratégico. O edifício será a sede central e o centro organizacional do programa, concentrando os principais serviços e abrigando um departamento dedicado à coordenação, regulamentação e fiscalização das ações na cidade. Essa centralização dá eficiência à gestão e serve de referência para futuras filiais descentralizadas, que viabilizem a adaptação de outros imóveis abandonados ou tombados. Além disso, uma base física marcante, alinhada às diretrizes de sustentabilidade, acessibilidade e flexibilidade, reduz o risco de descontinuidade do programa diante de mudanças de gestão política. A estrutura metálica e os painéis isotérmicos dão agilidade e redução de custos à obra e garantem adaptabilidade a demandas futuras.
Expansão
O edifício proposto concentra os principais serviços do programa e funciona como núcleo administrativo e operacional. A partir dele será possível coordenar a implementação de ações em outras regiões da cidade, por meio de unidades descentralizadas que operem como filiais. Esse formato permite ampliar o programa gradualmente, conforme as demandas urbanas e sociais, evita replicar estruturas complexas em cada área de atuação, dá mais agilidade às decisões e otimiza recursos humanos e financeiros.
Progressão
O edifício não se destina à ocupação permanente por pessoas em situação de rua, dependentes químicos ou pessoas com deficiências físicas ou mentais. Ao longo do programa, os moradores passam por processos de cuidado, acolhimento e reintegração, e ganham aos poucos condições de retomar a autonomia e reconstruir vínculos, para seguir a vida como pessoas comuns que superaram limitações impostas por circunstâncias adversas.
Quando sua função social inicial for cumprida, o edifício se consolida como espaço urbano de uso misto, integrando órgãos públicos de assistência social. Sua implantação às margens do Rio Paraibuna e junto à linha férrea fortalece essa região e ajuda a mitigar os impactos econômicos e sociais da construção do Viaduto Rosa Cabinda e da presença do albergue nas proximidades.
Modelo
O Housing First é uma abordagem de política pública inovadora e humanizada, voltada à população em situação de rua e vulnerabilidade social. O princípio central é a oferta imediata de moradia permanente e estável como ponto de partida para a reinserção social.
Diferentemente dos modelos tradicionais de abrigamento, ele não impõe pré-requisitos, como abstinência de substâncias ou adesão prévia a tratamento. A moradia é vista como direito humano fundamental e alicerce básico, e não como recompensa ao final de um processo de recuperação. Depois de conquistar a estabilidade habitacional, a pessoa passa a ter acesso voluntário a uma rede de serviços integrados e personalizados: acompanhamento psicológico, assistência social, cuidados de saúde e capacitação profissional, com foco na redução de danos e na recuperação gradual. A autonomia é respeitada: a pessoa decide por si, e o poder público assegura a moradia digna e o apoio contínuo.
Finlândia e Dinamarca
A Finlândia é o principal exemplo global na erradicação da situação de rua, que praticamente eliminou em 2024. Desde 2008, o governo substituiu os abrigos temporários, insuficientes, por moradias permanentes no modelo Housing First. O sucesso foi sustentado por um órgão que articula serviços sociais, saúde e habitação, e pela criação de moradias por meio da reabilitação de edifícios existentes (a conversão de albergues em unidades) e da construção de novos conjuntos distribuídos em bairros comuns. O resultado foi uma redução significativa dos gastos públicos com saúde, justiça e assistência emergencial.
A Dinamarca adotou políticas similares, investindo em moradias públicas permanentes e implementando um sistema nacional de dados para a identificação precoce de riscos.
Belo Horizonte
No Brasil, Belo Horizonte é pioneira na articulação de programas federais para implementar o Housing First. Em 2025, iniciou o modelo com recursos dos programas federais Moradia Primeiro e Plano Nacional Ruas Visíveis, para garantir moradia digna a cerca de 12 mil pessoas em situação de rua. O investimento inicial é de R$ 4,5 milhões, para retirar 100 famílias da rua. O programa “Moradia Primeiro” foi lançado em 2023 com um aporte inicial de R$ 982 milhões para municípios interessados em adotar o modelo.
Housing First em Juiz de Fora
Considerando a eficácia comprovada em contextos internacionais e nacionais, o Housing First é a alternativa mais sustentável para enfrentar o desafio em Juiz de Fora. A implementação é plenamente possível, em especial com o programa federal Moradia Primeiro. Priorizar a moradia estável resultaria na desocupação mais eficiente das ruas, na humanização do tratamento e na otimização de recursos públicos, uma vez que a moradia permanente é mais barata e mais efetiva a longo prazo do que o abrigamento rotativo e de emergência.
O Housing First é a alternativa mais sustentável para enfrentar o desafio em Juiz de Fora.
O modelo também oferece economia aos cofres públicos, com a redução de internações hospitalares, de custos com o sistema prisional, de despesas com desintoxicação e saúde mental, da sobrecarga da segurança pública, de gastos contínuos com saúde pública e assistência social e dos custos de manutenção e limpeza urbana decorrentes da precariedade da vida nas ruas. A experiência finlandesa mostrou que investir em moradia digna é, de fato, uma estratégia mais eficaz e economicamente vantajosa para o Estado.
Contexto urbano
Localização
O terreno fica em Juiz de Fora, Minas Gerais, na Região de Planejamento Centro da mancha urbana, entre a linha férrea e o Rio Paraibuna, trecho historicamente conhecido como um corredor esquecido da cidade. Está em uma esquina estratégica entre duas das principais avenidas, a Av. Brasil e a Av. Francisco Bernardino, além de duas ruas importantes, a Rua Benjamin Constant e a Rua José Calil Ahouagi. A região passa por transformações significativas, com a construção de um viaduto que transpõe a linha férrea.
A localização, na esquina da Rua Benjamin Constant com a Rua José Calil Ahouagi, tem importância estratégica e simbólica.
- Acesso e sobrevivência. O centro concentra 55% da população em situação de rua, pela maior oferta de meios de sobrevivência, como a coleta de recicláveis. Implantar o projeto ali aumenta a chance de adesão dos potenciais usuários.
- Proximidade com o Triângulo Central, o “coração vivo da cidade” e principal referencial para comércio, serviços, lazer e usos institucionais e culturais, com praças, galerias e calçadões, como a Rua Halfeld, e acesso facilitado a equipamentos de infraestrutura já consolidados.
- Repopulação e revitalização. A Zona Comercial 5 (Via Especial) permite uso misto e adensamento. O projeto reintroduz a moradia no centro, combate o esvaziamento e atua contra a especulação imobiliária.
- Direito à cidade. Escolher o centro não é um detalhe técnico, mas uma decisão política e simbólica. Inserir a população em situação de rua no espaço central é um ato de reconstrução ética e espacial, que confronta a lógica que empurra as populações vulneráveis para a invisibilidade.
Entorno
O terreno está em uma região de importantes referências urbanas e culturais, como o Palácio da Saúde, o Mercado Municipal, museus e praças que compõem o patrimônio e a memória da cidade. A presença desses equipamentos públicos reforça o caráter coletivo e simbólico da área, ideal para um projeto que propõe inclusão e acesso democrático aos espaços urbanos. O novo complexo tem o potencial de complementar e revitalizar o entorno, e criar uma rede contínua de convivência, cultura e serviços acessíveis a todos.
Legislação urbana
O terreno, na Rua Benjamin Constant, esquina com a Rua José Calil Ahouagi, tem cerca de 10.500 m² e testadas de 127 m e 112 m, em região central consolidada. Segundo a legislação, está na Zona Comercial 5 (Via Especial), na Unidade Territorial 1, que permite usos de média e alta densidade, com incentivo à ocupação mista e ao adensamento em áreas com infraestrutura completa. O zoneamento, somado à localização e à infraestrutura existente, torna o terreno altamente favorável a um projeto habitacional de interesse social com uso misto, em consonância com o Plano Diretor.
São permitidas ocupações multifamiliares, comerciais, de serviços e institucionais até a categoria M3A. O coeficiente de aproveitamento máximo (M3) é 2,8, o que resulta em área construída máxima de 29.400 m². A taxa de ocupação é de 100% até 9,20 m de altura e de 65% nos pavimentos superiores. O gabarito máximo é de 48 m, os afastamentos exigem 2 m frontais, 0 m do primeiro ao terceiro pavimento e 1,5 m nos demais, e o terreno deve manter 10% de área permeável.
Densidade
Apesar de estar em área central com infraestrutura completa, transporte público e equipamentos sociais, a região tem carência significativa de moradias. É uma tendência comum nas cidades: o centro, antes densamente habitado, passou por esvaziamento causado pela valorização imobiliária, pela priorização de usos comerciais e pela falta de políticas habitacionais voltadas à permanência da população de baixa renda. Formam-se vazios urbanos e aumenta a desigualdade, já que espaços com ampla oferta de recursos ficam subutilizados.
Reintroduzir a moradia no centro revitaliza o tecido urbano, aumenta o fluxo de pessoas, fortalece o comércio local, estimula o uso da infraestrutura existente e promove a diversidade social, o que reduz a segregação espacial.
Local de coleta de recicláveis
Os pontos de coleta de recicláveis têm papel essencial na sustentabilidade das cidades, ao reduzir resíduos e reaproveitar materiais. Os catadores desempenham uma função social e ambiental significativa e encontram nessa atividade uma forma digna de sustento, e muitos deles são pessoas em situação de rua. A área escolhida fica próxima de vários desses pontos, o que torna o terreno ainda mais estratégico.
Localização da situação de rua
A maior concentração de pessoas em situação de rua está na área central, pela maior possibilidade de coleta de recicláveis e de mendicância. Diversos espaços urbanos acabam servindo de abrigo: praças, viadutos, pontos de ônibus e marquises. Há também presença significativa no entorno imediato do terreno, pela proximidade de um albergue e de pontos de reciclagem, e pela baixa circulação de pedestres causada pela linha férrea.
Valorização imobiliária
Equipamentos públicos podem produzir efeitos positivos na dinâmica imobiliária do entorno imediato. Estudos urbanos indicam que a proximidade de centros culturais e outros equipamentos públicos tende a elevar a atratividade da vizinhança e a vitalidade das ruas. Esse impacto decai com a distância e é mais significativo em um raio de 300 a 600 metros. Assim, o edifício pode funcionar como âncora urbana, articulando espaço público, moradia e serviços.
A substituição de galpões e oficinas por moradias e atividades comerciais pode qualificar a área, mas o processo precisa ser conduzido com atenção às dinâmicas sociais existentes, para que a requalificação não resulte em gentrificação.
Potencial
A análise urbana mostra que o terreno está em um ponto de convergência territorial, que articula fluxos, permanências e tensões sociais. Sua proximidade com o Rio Paraibuna, a linha férrea e o Viaduto Roza Cabinda revela um espaço historicamente marcado por abandono, subutilização e invisibilidade, mas que tem infraestrutura instalada e grande potencial de reconexão com o tecido urbano: um vazio estratégico, capaz de ser ressignificado como centralidade ativa e inclusiva.
Por estar no principal eixo de circulação e sobrevivência da população em situação de rua, onde se concentram serviços, oportunidades de renda informal e redes de sociabilidade, o terreno garante maior adesão ao programa e evita o deslocamento forçado, comum em políticas assistencialistas. Suas dimensões permitem um conjunto multifuncional que integra moradia, atendimento social, educação, formação profissional e convivência. A localização central transforma o projeto em agente de reparação territorial, capaz de reverter lógicas de exclusão, revitalizar uma área degradada e devolver ao centro seu papel de espaço coletivo e democrático.
Projeto: Complexo Reintegrador Revivere
Diretrizes projetuais
O projeto parte de uma malha modular em sistema metálico, que garante flexibilidade construtiva e adaptação programática ao longo do tempo. A separação em blocos independentes otimiza a ventilação cruzada, amplia a insolação natural e favorece visuais desobstruídas, tanto para os usuários quanto para o entorno.
Os espaços foram desenhados para a multiplicidade de usos, integrando funções habitacionais, sociais, culturais e de apoio em ambientes dinâmicos e acessíveis. O alinhamento das edificações às ruas existentes reforça a continuidade urbana, e a esquina é tratada como ponto de encontro e permanência, que convida o público a participar do cotidiano do conjunto.
A escolha dos materiais privilegia texturas e cores que acolham e não excluam, e evitam tanto o aspecto institucional quanto o caráter hostil. Revestimentos, estruturas aparentes e transparências geram um edifício poroso, comunicativo e sensorialmente agradável, capaz de atrair tanto os beneficiários quanto a população em geral.
Conceito
A arquitetura deve ser agente de reconexão social, não apenas abrigo físico. O projeto adota a moradia como ponto inicial de pertencimento, mas parte da ideia de que a vida urbana acontece no encontro entre as pessoas. O conceito é criar um espaço que não se limite a acolher moradores em situação de rua, mas que atue como parte ativa do tecido urbano: uma plataforma de trocas, convivências e acessos, onde a vida cotidiana se mistura entre moradores, trabalhadores, vizinhos e transeuntes. Guiado pelos princípios do desenho universal e da sustentabilidade, o conjunto prioriza a acessibilidade total, o uso consciente de recursos e estratégias bioclimáticas.
A arquitetura deve ser agente de reconexão social, não apenas abrigo físico.
Partido
O partido define um conjunto aberto, atravessável e conectado visual e fisicamente à cidade. Os espaços habitacionais se distribuem de forma integrada a usos coletivos, e evitam a lógica de edifício fechado e institucional. Praças elevadas, áreas semipúblicas, passagens internas e térreos ativos garantem permanência, circulação e convivência em diferentes escalas.
O partido define um conjunto aberto, atravessável e conectado visual e fisicamente à cidade.
As funções de apoio social, saúde, cultura, ensino e trabalho ocupam os primeiros níveis, para aproximar moradores e cidadãos externos e manter o edifício vivo durante todo o dia. A volumetria se desenvolve por adições e subtrações que criam patamares de encontro, terraços comunitários e vistas para a cidade: a cidade não exclui, mas acolhe e se transforma a partir do convívio.
Diretrizes de implantação
A implantação inicial organiza as funções do programa em torno das praças: administração, lojas e coworking, cultura, ONGs e empresas, atendimento ao usuário, profissional, saúde hospitalar, saúde mental e habitações. O diagrama mostra as relações entre elas. A análise do terreno que fundamenta essa escolha está no capítulo anterior, em Potencial.
Evolução volumétrica
O volume inicial se alinha ao entorno e reforça a malha urbana existente. As subtrações geram aberturas para ventilação, luz natural e espaços de uso coletivo. As dobras criam percursos e acessos fluidos entre rua e edifício. A adição de dois pavimentos amplia a área útil sem perder a integração com o contexto. Novas subtrações formam vazios qualificados, como pátios e áreas externas, e a adição de volumes complementa o programa e organiza as funções em blocos distintos. O pavimento térreo recortado cria continuidade com o espaço público, e a repetição dos pavimentos superiores otimiza a construção e permite flexibilidade de uso.
Projeto urbano
O projeto urbano propõe superar a barreira física da linha férrea com uma passarela que conecta os dois lados da cidade, com acessibilidade tanto para pedestres quanto para usuários do programa que usam carrinhos de reciclagem. O plano inclui novas passagens que reorganizam o fluxo de pedestres e veículos e faixas de pedestres elevadas, que reduzem a velocidade dos carros, impactada pelo Viaduto Roza Cabinda. O alargamento das calçadas, a arborização das vias e a introdução de bancas e jardins fortalecem a caminhabilidade e incentivam a permanência.
Os fluxos de pedestres foram o principal orientador do projeto urbano, considerando a necessidade de transpor as barreiras da linha férrea e do viaduto. A área já tem grande movimento, pela presença de edifícios públicos e de seus funcionários, e o projeto, ao aumentar as moradias na região, potencializa o fluxo de pedestres, em especial dos que usarão o espaço como ligação com o centro.
Normas pragmáticas
O projeto segue integralmente a legislação urbana de Juiz de Fora: parâmetros de uso e ocupação do solo, coeficientes construtivos, recuos e gabarito. As dimensões dos espaços, circulações e acessos seguem a NBR 9050, com acessibilidade universal em todos os setores. As exigências de segurança contra incêndio atendem às normas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com rotas de fuga, compartimentação, sinalização e dimensionamento de saídas e hidrantes. Os ambientes de saúde, acolhimento e assistência social seguem a Instrução Técnica 08 e a RDC 50, e as áreas de preparo e consumo de alimentos seguem as mesmas diretrizes sanitárias. Os sistemas construtivos atendem à NBR 15575, para qualidade térmica, acústica, durabilidade e conforto das unidades.
Programa
O programa tem seis polos principais:
- Habitar e acolher. Unidades habitacionais que servem de ponto de partida para a reconstrução da vida, com moradia digna, estabilidade e direito ao pertencimento urbano.
- Reintegração social e saúde. Assistência social, saúde e suporte psicológico, com acompanhamento técnico e humano, para que a saída da rua seja também emocional, social e cidadã.
- Comércio e serviços. Áreas comerciais e de serviços que incentivam a circulação de pessoas e a geração de renda, e oferecem trabalho aos moradores.
- Espaços culturais. Salas multiuso, ateliês e áreas expositivas, para a cultura como instrumento de identidade, memória coletiva e protagonismo.
- Espaço público. Praças e áreas abertas que estimulam convivência, permanência e lazer, e conectam o conjunto à cidade.
- Espaços profissionais. Salas de capacitação, oficinas e laboratórios, com cursos voltados à inserção no mercado de trabalho.
Programa por edifício
A, Âncora. Mais ao fundo do terreno, com acesso pelo pátio interno. É o único edifício com dormitórios em vez de apartamentos, e tem pavimentos de uso comum. Funciona como o ponto inicial do programa e tem a parte profissional no térreo.
B, Horizonte. Dois blocos ligados por passarelas, com apartamentos para 1, 2 ou 3 ocupantes. Destina-se a pessoas já reabilitadas e fica perto do centro comercial, logo acima do polo de saúde e saúde mental.
C, Alvorada. Um dos edifícios principais e o primeiro contato com o complexo a partir da praça. Tem apartamentos para seis pessoas, é o segundo ponto do programa, fica perto de todos os serviços e logo acima da área administrativa, com horta e quadra na cobertura.
D, Ninho. Para famílias, com 1 a 5 filhos (capacidade estendida com beliches). Fica em frente à praça principal e ao acesso central, sobre os pontos de cultura e a creche.
E, Laço. Para casais, com apartamentos compactos para duas pessoas. Fica na Rua José Calil Ahouagi, sobre os serviços aos usuários: restaurante popular, barbearia, bazar e veterinário.
Quadro de áreas, ambiente por ambiente
Setorização
O térreo reúne oito grupos de uso: administrativo, ONGs e empresas, lojas e restaurantes, saúde e saúde mental, profissionalização, manutenção e serviços, serviços para usuários e espaços culturais. O primeiro pavimento combina profissionalização, espaços culturais, salas e coworkings e habitação, e o pavimento tipo é habitacional, nos edifícios A a E.
Plantas
Espaços
Fluxo e acessos
Os acessos são separados por perfil: visitantes, funcionários e moradores têm percursos próprios em cada pavimento. Há circulações verticais exclusivas dos moradores e circulações públicas controladas.
Número de usuários e unidades
O complexo tem 270 unidades e atende 854 usuários, o que corresponde a 65% da população em situação de rua de Juiz de Fora (de um total de 1.300) e a 118% do objetivo de atender 55% da população em situação de rua da área central.
Tabela de serviços
Um edifício público que se mantém vivo ao longo de todo o dia, por meio de atividades diversas, torna-se também mais seguro e atrativo, por estar sempre ocupado e visível. Essa vitalidade valoriza o entorno, impulsiona outros usos e estimula a vida nas ruas. O funcionamento contínuo exige uma equipe distribuída em turnos de 8 e 12 horas, com cerca de 57 colaboradores para o pleno funcionamento do complexo. Em serviços sociais integrados semelhantes, adotam-se turnos de 12 horas para vigilância e apoio direto, e de 8 horas para as equipes técnicas, administrativas e de atendimento especializado.
Tabela de usuários
A interação entre os usuários do complexo e o público externo fortalece vínculos sociais que antes estavam rompidos e cria um ambiente de convivência que beneficia todos. Para os moradores em processo de reinserção, o contato cotidiano com pessoas da cidade amplia a sensação de pertencimento e reduz estigmas, e permite que retomem relações sociais de maneira natural, por meio de atividades culturais, esportivas e educativas. Para a população em geral, os novos espaços públicos, como praças, feiras, biblioteca e restaurante, ampliam as possibilidades de uso do centro e reativam uma área antes esquecida, com movimento, segurança e diversidade. Essa convivência constante transforma o complexo em um ponto de encontro acessível, que integra, aproxima e fortalece a vida urbana.
Multiplicidade de usos no edifício
A multiplicidade de usos é uma estratégia fundamental para um edifício público dinâmico e acolhedor. Ao reunir assistência social, convivência, habitação e atividades culturais no mesmo espaço, o edifício atende a necessidades variadas, é usado de forma contínua, evita períodos de ociosidade e fortalece seu papel como polo ativo na malha urbana.
A mistura de pessoas de diferentes idades, origens e rendas faz do edifício um espaço inclusivo e plural. Esse convívio contribui para a sensação de pertencimento, promove o intercâmbio de experiências, derruba barreiras e diminui preconceitos, sobretudo em um equipamento voltado ao acolhimento e à reintegração.
Sustentabilidade
O projeto incorpora a sustentabilidade em várias frentes: gestão hídrica, com coleta de água pluvial em telhados e jardins de chuva e reuso de águas cinzas (bacias sanitárias e ar-condicionado) na limpeza de praças e na irrigação; estrutura metálica e aproveitamento do terreno plano, que reduzem resíduos e movimentação de terra; conforto térmico com telhados verdes e jardins; concepção bioclimática, com ventilação e iluminação naturais; edifícios separados e de alturas variadas, para melhor insolação, ventilação e visibilidade; e eficiência energética, com boilers aquecidos por placas solares. A acessibilidade universal é princípio fundamental, por meio de rotas acessíveis.
Estrutura e materiais
A estrutura metálica foi uma decisão estratégica, que equilibra sustentabilidade, eficiência construtiva e flexibilidade futura. Além de reduzir os resíduos de obra, ela dá a agilidade e a qualidade necessárias a um grande complexo público, favorece a padronização e garante a adaptabilidade a longo prazo. A paleta de tijolo aparente, metais aparentes e cores neutras foi escolhida para promover o conforto visual e psicológico dos usuários e do público externo, com uma estética sólida, acolhedora e atemporal. O módulo estrutural é de 6 × 6 m e 3 × 6 m.
Módulos de apartamentos
O menor módulo mede 6,30 por 4,35 m. É o único não adaptável, usado em apartamentos mais compactos, como o de uma pessoa. O módulo médio é adaptável, recebe diversas tipologias, inclusive dormitório e apartamento, acomoda até quatro pessoas e mede 6,30 por 6,30 m. O módulo mais comum é o médio dobrado, que recebe apartamentos e dormitórios, pode incluir varanda em balanço ou recuada e mede 6,30 por 12,45 m.
Tipologias de unidades
Os apartamentos são baseados em um sistema de modularidade, com quatro tipologias de tamanhos distintos, que permitem múltiplos layouts e atendem de maneira personalizada às diferentes composições familiares: de 30 m², para uma pessoa, a 115 m², para seis pessoas.
Adaptabilidade
Além da flexibilidade espacial, o projeto prevê a adaptabilidade funcional de uso imediato: em situações de emergência ou alta demanda, o mobiliário e a organização interna podem ser ajustados, como na transformação de camas simples em beliches. A adaptabilidade é garantida principalmente pela flexibilidade da estrutura metálica, que dá liberdade de layout nos pavimentos de apartamentos e permite que as unidades sejam alteradas, unidas ou reconfiguradas, ou transformadas para outros usos ao longo do tempo.
Iluminação, mobiliário e paisagismo
Os pontos de maior importância para a requalificação urbana estão ligados ao entorno, marcado por deterioração, baixa vitalidade e barreiras físicas criadas pelo viaduto e pela linha férrea. A iluminação, o mobiliário e o paisagismo são ferramentas para superar essas limitações.
A iluminação cria espaços mais seguros e ativos durante todo o dia, e evita pontos escuros, como os que surgem sob o viaduto. O mobiliário urbano forma áreas de permanência que estimulam encontros e geram memórias, e fazem do espaço mais que um local de passagem. O paisagismo introduz vida, sombra e conforto ambiental, e inclui a substituição do muro por grades ao longo da linha férrea, para aumentar a visibilidade e a segurança, e a paginação de pisos, que organiza caminhos e define áreas dentro de um mesmo espaço.
Custo de construção
A análise de custo, ainda superficial, parte de um terreno de 10.500 m², com cinco blocos residenciais e um bloco administrativo e de serviços, e cerca de 20.000 m² construídos (entre 18.000 e 23.000 m², sem saturar o coeficiente máximo). Com base em SINAPI, CUB/m² e obras de padrão equivalente em Minas Gerais (2025), o custo médio ponderado fica entre R$ 3.000 e R$ 3.600/m², e o cálculo conservador usa R$ 3.200/m².
- Obra: 20.000 m² × R$ 3.200/m² = R$ 64.000.000
- Urbanização interna, praça, calçadas e pátios: R$ 2 a 4 milhões
- Cobertura verde, jardins de chuva e drenagem especial: R$ 1,2 a 2 milhões
- Placas solares, boilers, chiller e eficiência energética: R$ 1,5 a 3 milhões
- Equipamentos, mobiliário básico e áreas comuns: R$ 2 a 3,5 milhões
O custo final estimado fica entre R$ 70 e 76 milhões, ou R$ 82 a 89 mil por morador atendido e R$ 260 a 282 mil por unidade. Na Finlândia, o custo típico por unidade social equivale a R$ 150 a 210 mil. O investimento viria de programas federais como o Moradia Primeiro, lançado em 2023 com aporte inicial de R$ 982 milhões para municípios interessados em adotar o modelo.
Custo de manutenção
Os sistemas sustentáveis reduzem os gastos operacionais: a coleta de água pluvial e condensados economiza 10% a 15% da conta de água, boilers e painéis solares reduzem a conta de energia em 20% a 30%, e a iluminação LED inteligente economiza 25% a 40% da energia das áreas comuns. Considerando limpeza, segurança, jardinagem, manutenção predial, revisões dos sistemas e operação geral, o custo anual estimado é de R$ 2 a 2,5 milhões, ou cerca de R$ 2.300 a 2.900 por usuário e R$ 100 a 130 por m² ao ano.
Retorno social do investimento
O retorno social pode ser entendido pela relação entre o custo de implantação e a economia gerada na saúde pública, na segurança e na assistência social. Estudos sobre o Housing First indicam que a moradia estável reduz cerca de 40% das internações hospitalares, 60% dos atendimentos de emergência e até 80% das ações policiais ligadas à permanência nas vias públicas, e que pode superar um a dois reais economizados para cada real investido. O atendimento disperso de uma pessoa em situação de rua pode custar de seis a dez mil reais por ano, e com o complexo esse custo cai pela metade, pela centralização dos serviços e pela melhora das condições de saúde.
A moradia estável reduz cerca de 40% das internações hospitalares, 60% dos atendimentos de emergência e até 80% das ações policiais ligadas à permanência nas vias públicas.
Para a cidade, isso significa menos pressão sobre hospitais e pronto-atendimentos, menos conflitos no espaço público e a requalificação de áreas antes usadas como moradia improvisada. Para o usuário, significa romper o ciclo de vulnerabilidade: mais de 80% dos beneficiários do modelo conseguem manter a moradia a longo prazo. O investimento retorna à sociedade na forma de redução de custos públicos, aumento da qualidade de vida e reestruturação das oportunidades sociais e urbanas.
Gestão e financiamento
A Secretaria de Assistência Social administra o complexo e encaminha os moradores às unidades. A Prefeitura doa ou desapropria terrenos e edificações ociosos e faz a revitalização e a construção das unidades habitacionais; o governo federal ajuda a financiar o projeto; as ONGs doam recursos em apoio à causa; as empresas privadas apoiam a causa, com isenção e redução de impostos, e oferecem emprego e serviços voluntários; e a UFJF oferece serviços por meio de trabalho voluntário, estágio obrigatório e horas complementares, sem remuneração. A renda do conjunto vem do aluguel de lojas e salas (comércio e coworking), e os moradores empregados pagam o aluguel das unidades habitacionais.
A bibliografia completa, o artigo científico, a apresentação, a prancha, o caderno, os arquivos do projeto (AutoCAD e SketchUp) e as fotografias da maquete estão disponíveis no Google Drive.
Yung Vivo
- Year
- 2026
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Competition, resilient urban infrastructure
- Credit
- Individual
- Status
- Academic competition
- Recognition
- 3rd place in the Sob os Tempos do Equinócio competition, 2026
Renaturalizing the stream to give water back to the city.
- Program
- A pilot plan for integrated urban water management, in five sectors, from the river mouth to the hillside.
Developed in 2026, in Juiz de Fora, the proposal is a pilot plan for integrated urban water management, built around the renaturalization of the Yungue Stream, between the Linhares and Vitorino Braga neighborhoods.
The project starts from the idea that flood mitigation depends on combining strategies along the whole basin. The interventions are organized in sectors, with solutions for each stretch, promoting environmental recovery, better public spaces and a model that can be replicated in other areas of the city.
The intervention is organized in five sectors, from the river mouth to the hillside: mouth and buffering, valley floor and social life, middle section and retention, upper section and catchment, and non-urbanized hillside. Its elements include a linear park, wetlands, sponge streets, hydrological stairways and a hillside park.
Teranga, Community Center
- Year
- 2026
- Location
- Senegal
- Type
- International competition
- Credit
- With Mariane Monteiro
- Status
- Competition
A community center that uses the circle as an organizing principle and a symbol of equality.
- Program
- Community center in Senegal, with spaces for gathering, learning and celebrating local culture.
Developed in 2026 by Igor Drumond and Mariane Monteiro for the international Kaira Looro Architecture Competition, the Teranga project proposes a Community Center in Senegal. The proposal strengthens local identity through spaces for gathering, learning and celebrating Senegalese culture.
The design reinterprets ancestral circular architecture, adopting the circle as an organizing principle and a symbol of equality, belonging and collectivity.
The open layout brings the building closer to the community, and the central courtyard revives the tradition of gathering under trees, hosting cultural activities, knowledge exchange and the preservation of local memory.
Bioclimatic strategies, local materials and building techniques, and a roof that connects the volumes reinforce the relationship between form, climate and sociability.
HPS Renovation
- Year
- 2023
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Public facility renovation
- Credit
- With Raphael Rodrigues, SEPUR/PJF
- Status
- Partly built
A new, more vibrant and welcoming facade for the city's main emergency hospital.
- Program
- Revitalization of the facades of the Hospital de Pronto Socorro of Juiz de Fora.
Developed in 2023 by Igor Drumond, in collaboration with the architect and then Secretary of Urban Planning Raphael Rodrigues, the project proposes the revitalization of the facades of the Hospital de Pronto Socorro, the city's main emergency medical center.
The proposal renews the image of the building and offers a new perspective on public health facilities, with a more vibrant, welcoming and light language. The intervention values the hospital as an urban landmark and makes the experience of patients, companions and staff more humane.
The specification covers the front and rear facades of the Hospital de Pronto Socorro Dr.
Mozart Teixeira. On the main facade, paint with a leveling texture and white ACM panels, with the sign in red block letters. On the rear facade, a retractable aluminum louver in an airplane-wing shape, in 13 modules of 6 by 2.5 meters, and a canopy in smoked cellular polycarbonate on an aluminum structure.
As a complement, the guidelines gather small repairs made along the facades: demolition of a staircase, repair of planters, replacement of insect screens and of damaged frames and glass, painting of ramps, railings and guardrails, removal of the awning and the old sign, and the creation of a shaft for wiring.
Lumiar Housing
- Year
- 2024
- Location
- Poço Rico, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Social housing
- Status
- Academic
Easy-to-build, low-cost social housing, for more families with a better quality of life.
- Program
- Social housing complex on a 7,200 m² site.
Developed in 2024 in Architecture and Urbanism Project VII, at UniAcademia, by Igor Drumond and Alice Grossi, the project proposes social housing with a better quality of life and in greater numbers, easy to build and low cost. The 7,200 m² site is at the corner of Coronel Delfino Nonato de Faria and da Bahia streets, in the Poço Rico neighborhood of Juiz de Fora, near the Paraibuna River, the railway and the Municipal Market.
The concept is to create homes that encourage sports and outdoor activities, community life, art, local commerce and sustainability.
The design starts from public squares and squares for residents only, with a market, outdoor gym, playground, court, fountain and sitting areas, along with cross ventilation, water harvesting, use of color and active facades.
There are 150 apartments with 2 and 3 bedrooms, about 50 m² each, plus shops, services and a party room. The project adopts universal design and proposes, for the neighborhood, wider sidewalks, raised crosswalks, bike paths and bike lanes, and a mural that marks the complex.
Casa AN
- Year
- 2026
- Location
- Praia Seca, Araruama, RJ, Brazil
- Area
- 307 m²
- Type
- Single-family house
- Credit
- EKOA Arquitetura
- Status
- Under construction
A house designed for hosting, with the social area right at the entrance.
- Program
- 307 m² single-family house with three suites, integrated social area, gourmet kitchen, pool and landscaping.
Developed in 2026, in Praia Seca, Araruama (RJ), by EKOA Arquitetura, the house was conceived for a family that often hosts friends and relatives. The main guideline was to create a large social area, integrating kitchen, leisure, pool and landscaping, so as to value togetherness from the moment of arrival.
The program, in 307 m² of built area, includes three suites (the couple's, the daughter's and the guest suite), four bathrooms plus a powder room, four parking spaces, two of them covered, an 18.8 m² pool and a mezzanine facing the living room. The language is contemporary and light, and prioritizes the integration between indoor and outdoor spaces, with wide, functional and welcoming rooms.
The materials combine stone-look finishes, wood slats on the facade and in the garage, exposed concrete pillars and oak-tone wood on interior walls and ceilings, with vinyl flooring on the second floor and marble in the bathrooms. The gourmet kitchen includes a barbecue and a wood-fired stove and opens to the deck and the pool, which is lined with green tiles.
Jardim Pinheiro House
- Year
- 2022
- Location
- Estrela Sul, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, single-family house
- Status
- Academic
A house that connects with nature and with the rest of its sloping site.
- Program
- Single-family house for a single woman who likes to host friends, on a site of about 3,000 m².
Developed in 2022 in Architecture and Urbanism Project III, at UniAcademia, the project is the home of a single woman who likes to host friends but who may one day have a family or sell the house. The site, of about 3,000 m², sloping and with a privileged view, is in the Estrela Sul neighborhood of Juiz de Fora, on a gated street.
The concept is to make the house connect with nature and with the rest of the site, valuing landscaping and views.
The design uses gardens, planters and landscaping, along with window-balconies and glass doors and walls.
The house is organized in two areas of crossed volumes, with the garage under the upper block, a large leisure area with a pool, and double-height ceilings in the living room, kitchen and mezzanine. The project includes site plan, plans, sections, zoning and detailing, and the materials are concrete, stone, wood and vegetation.
Reserva Building
- Year
- 2022
- Location
- Bom Pastor, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, multifamily residential building
- Status
- Academic
A residential building with a generous common-use floor, on a sloping corner lot.
- Program
- Garage, lobby with reception, common floor with living room, gourmet area, party room, coworking, market, gym and kids' space, and apartments.
Developed in 2022 in Architecture and Urbanism Project IV, at UniAcademia, Reserva Building is a multifamily residential building in the Bom Pastor neighborhood of Juiz de Fora, on a sloping 486 m² lot at the corner of Antônio Augusto Teixeira and Teodomiro Campos streets.
The program includes a garage, lobby with reception, common-use floor with living room, gourmet area, party room, coworking, market, gym and kids' space, plus 2- and 3-bedroom apartments with integrated living room and kitchen and a wide balcony, and duplex penthouses.
The concept is urban kindness: the building gives up a small area for external planters around it, with native Atlantic Forest plants, and improves the quality of life of the apartments, the building and the neighborhood. The slatted base, the stone and the green balconies give the complex its language. The project was developed from the urban legislation, with calculation of ramps, ventilation and supply.
Malfatti State School
- Year
- 2023
- Location
- Estrela Sul, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, public school
- Status
- Academic
A full-time school set on a sloping site.
- Program
- School from 1st grade of elementary to 3rd year of high school, with dance, music, theater, computing, arts and laboratory classes.
Developed in 2023 in Architecture and Urbanism Project V, at UniAcademia, by Igor Drumond and Mariane Monteiro, the project proposes the Malfatti State School, in Juiz de Fora, on a sloping site between the Estrela Sul, Mundo Novo and Santa Cecília neighborhoods.
The school covers 1st grade of elementary school to the 3rd year of high school, full time, with dance, music, theater, computing, arts and laboratory classes, plus a cafeteria, library, gym and auditorium.
To integrate the school with the community, access to the gym, library and auditorium can be opened at specific times.
The constructivist methodology guides the design: the teacher is a guide, and the student learns with autonomy, in dynamic classrooms, courtyards, ramps and colorful social areas. The project starts from the conditions of sun, winds and view, and has a waterproofed metal roof and a green roof, with materials such as polished concrete, cement board, small bricks and granilite.
Vernus Corporate Building
- Year
- 2023
- Location
- Av. Brasil, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, corporate building
- Status
- Academic
A corporate development that starts from vernacular architecture and respect for the community.
- Program
- Corporate building on a 10,409 m² corner site, on the banks of the Paraibuna River.
Developed in 2023 in Architecture and Urbanism Project VI, at UniAcademia, Vernus Corporate is a large corporate development on a 10,409 m² corner site, on the banks of the Paraibuna River, on Avenida Brasil in Juiz de Fora, near the railway landmark.
The concept starts from vernacular architecture: respecting the community and the existing space, using the region's materials and ways of building and, at the same time, preserving the representativeness of a corporate development.
Efficient use of space, visual and circulation permeability, and landscaping, inside and out, complete the guidelines.
The design divides the tower in two parts, a corporate one, in mirrored glass, and an industrial one, with small bricks, metals, copper tones, galvanized roof tiles and interlocking paving, plus public art with graffiti already well known in the region. The complex has about 31,000 m² of built area, with shops, coworking, restaurant, cafe, squares, a lookout and corporate areas.
Le Café Mirante
- Year
- 2023
- Type
- Academic project, architecture and interiors
- Status
- Academic
A lookout cafe thought through from end to end, from the architecture to the interiors.
- Program
- Cafe with architecture and interior design.
Academic architecture and interior design project for a cafe, developed in 2023 at UniAcademia, in Architecture and Urbanism Project VI. The dining hall opens to the landscape through a continuous band of windows, and the palette combines dark green, light wood and gray porcelain tile. Wooden tables go with green upholstered stools and benches, planters bring plants into the room, and wood-clad pillars mark the space. On the textured panel wall, a green sign identifies the cafe, and pendants of luminous rings shape the lighting.
MUCOV, Retail Trade Museum
- Year
- 2024
- Location
- Alto dos Passos, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, museum
- Status
- Academic
A museum that integrates the history of retail trade into urban life.
- Program
- Museum with everyday use and an exhibition on the retail trade of Juiz de Fora.
Developed in 2024 in Architecture and Urbanism Project VIII, at UniAcademia, MUCOV is a museum dedicated to the history of retail trade in Juiz de Fora. The site is in the Alto dos Passos neighborhood, between Avenida Barão do Rio Branco and Rua Severino Meireles, near the Hospital de Pronto Socorro and the Santa Casa.
The proposal integrates museum activity into urban life, with everyday use inside the museum and a dynamic relationship with the theme of the exhibition.
The route is sequential and chronological, in a large hall with movable walls, and the museum is also a reference in the maintenance and restoration of works from other local museums, with rooms dedicated to it.
The design uses exposed brick, steel structure, metal frames and glass, with a canopy and Portuguese stone paving that evoke heritage. A popular market and public spaces occupy the courtyard: a vegetable market in the morning, crafts in the afternoon and festivals at night. Rainwater harvesting, natural ventilation and universal accessibility complete the project.
#Açaí Viçosa
- Year
- 2022
- Location
- Viçosa, MG, Brazil
- Type
- Commercial renovation, interiors and facade
- Credit
- Lara Drumond Arquitetura
- Status
- Built
The açaí brand identity applied from the facade to the interior of a self-service shop.
- Program
- Renovation of a self-service açaí shop: wood-slat facade and awning, porch with tables, and interior with custom joinery.
Renovation project for a self-service açaí shop in Viçosa, developed in 2022 at Lara Drumond Arquitetura, from the facade to the interior, including the preliminary study, construction drawings and detailing of joinery, artwork and signage.
The facade gets wood slats, a prominent logo and a pink striped awning that shelters a small porch with tables.
Inside, the brand identity appears on purple and pink walls, with a large palm-tree artwork and phrases about açaí.
The service counter, in wood slats laid diagonally, divides the room with the self-service machines, topping shelves and high tables. The new layout plan organizes the flow of the shop, and a custom-made cashier desk was designed.
Lajinha Park Sidewalks
- Year
- 2024
- Location
- Av. Deusdedith Salgado and Av. Prefeito Melo Reis, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Urban project, sidewalks and accessibility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
A continuous, accessible walkway where there used to be no sidewalk.
- Program
- Walkway with accessibility devices and stormwater drainage along Deusdedith Salgado and Prefeito Melo Reis avenues.
Urbanization and accessibility project for Deusdedith Salgado and Prefeito Melo Reis avenues, on the border of the Teixeiras and Aeroporto neighborhoods, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The stretch had no sidewalks and no structure for pedestrians.
The proposal builds a continuous walkway, with accessibility devices and stormwater drainage, so that anyone can move around with autonomy and safety, linking residents, workers and visitors to the Lajinha Municipal Natural Park, the Municipal Stadium and the airport.
Goal and context
The area includes residential condominiums, shops, bars, restaurants and hotels, and is of great tourist interest because of Lajinha Park, a conservation unit with a significant fragment of Atlantic Forest. For this reason the project does not provide for earthmoving in permanent preservation areas or for cutting trees at springs: any removal of vegetation depends on authorization.
The project was revised up to revision 3, of April 2024, and also gathers the documentation and statements required for financing.
General plan and sections
The first sheet shows the general plan of the route. The following ones detail each section in plan, with dimensions, ramps, crossings, bus shelters and drainage points, always keeping the accessible clear path.
Construction details
The details define the sidewalk over a drainage channel and the bus shelter, with concrete, directional and warning tactile paving, curb and the drainage solutions.
Popular Commerce
- Year
- 2024
- Location
- Downtown Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Street vendor planning and standard module
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
A standard street-vendor module that gives identity to street commerce.
- Program
- Mapping of sales points and a standard cart with metal structure, sheet-metal enclosure and roof.
Project to organize popular commerce in downtown Juiz de Fora, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The work mapped the sales points on streets, pedestrian malls and squares and defined where each vendor can set up without disrupting circulation.
To give a unique identity to street commerce, a standard vendor module was designed: a cart with metal structure, sheet-metal enclosure, roof, wheels and shelves, which closes at the end of the day.
Standard module
The module is a painted metal structure, with sheet-metal enclosure and wood parts, designed to be closed, moved and stored. The construction drawings include views, sections, isometrics of the open and closed module, and the specification of materials and equipment.
Layout by section
The layout was drawn section by section, with the floor plan of each street, square or pedestrian mall and the numbered legend of sales points and product types. Here are the 35 sheets, from Av. Brasil to Travessa Dr. Prisco.
Skate Park
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Urban renewal and support building
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
The arrival of pedestrians and cyclists organized around an existing skate park.
- Program
- Bike rack, stairs, ramps, support building, cobogó bus stop and landscaping.
Study for the renewal of the surroundings of an existing skate park in Juiz de Fora, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The park sits on an embankment next to the road and today has little support structure.
The proposal organizes the arrival of pedestrians and cyclists, with a bike rack, stairs and ramps, a small support building, a covered cobogó bus stop and landscaping, in a palette of red and pink that dialogues with the park's graffiti and guardrails.
The site
The survey included site visits, photos and aerial images. The park is next to a grassy embankment and a busy road, and the space in front is used today as improvised parking.
The proposal
The support building, with red walls, houses services for park users. The bike rack and permeable paving organize the arrival of bicycles, and the cobogó bus stop, with a continuous bench, also serves as a shelter and a waiting place.
Industrial District Roadway
- Year
- 2024
- Location
- Industrial District, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Road infrastructure and accessibility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
A continuous pedestrian route on a road in the Industrial District.
- Program
- Walkway with ramps and light poles, detailed section by section.
Walkway and accessibility project for an access road of the Industrial District of Juiz de Fora, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The proposal organizes a continuous pedestrian route along the road.
The work starts from a general plan, divided into sections, with the materials legend, and details each one in plan. The details show the sidewalk, the position of light poles and the ramps, on straight and curved sidewalks, with warning and directional tactile paving.
Play Street
- Year
- 2024
- Location
- Parque das Torres, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Tactical urbanism, leisure street
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
The street becomes a place for play and community.
- Program
- Two quadrants: floor paintings and hopscotch in one, a sports court in the other.
Play Street project, on Rua José Gomes Filho, in the Parque das Torres neighborhood, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The intervention uses the street itself, now occupied by children and residents, as a place for play and community.
The work is divided into two quadrants: in the first, floor paintings, hopscotch and colorful shapes draw a playful path; in the second, a court painted in green and blue and circular markings in orange, green and pink organize games and meeting points.
The program in the neighborhoods
Play Street brings play to neighborhood streets, with floor paintings, game markings and activities designed for children and residents. Each site has its own project, drawn over the survey of the street: the plan shows the quadrants, the sections and the measurements of each marking.
Besides Parque das Torres, the work at SEPUR included other neighborhoods, presented below.
Sensory and inclusive games
Along with the floor paintings, a booklet of sensory and inclusive games was put together, adapted for children with visual impairment, reduced mobility and for groups of different ages. Each card explains the rule and lists the simple materials needed.
Rua Adaílton Garcia and Poço Rico
On Rua Adaílton Garcia, two layout options were studied along the stretch in front of the school, with court, paintings and games spread along the street. In Poço Rico, on Rua da Bahia, the floor plan organizes the paintings on the sidewalk and the roadway.
Grama Square
In the Grama neighborhood the study starts from reading the square on the aerial photo, with the school, the courts and the surroundings, to define where play can extend to the street.
Parque das Torres
The general plan of Parque das Torres shows Rua José Gomes Filho divided into two quadrants, with the painted court, the colorful games and the circular markings.
Benfica, Granjas Betânia and Retiro
In Benfica the project is part of the Nós no Bairro material, which reads the square and its surroundings. In Granjas Betânia, Rua Jovelino A. Barbosa received a general layout and two play quadrants. In Retiro, the location plan places the street in relation to the neighborhood health clinic.
Nova Era
In the Nova Era neighborhood the project was divided into seven sections along the street, drawn on four sheets, with geometric paintings, board games on the floor, trails and colored circles.
Bela Aurora
In Bela Aurora, next to the municipal school, the street gets a court, colored circles, trails and a large pink and green X, drawn on four sheets and a general painting plan.
PJF Masterplan
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Urban study
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
Guidelines to make the large institutional block of downtown flow better.
- Program
- Urban study with premises, strategies and guidelines for the block of JFPREV, the Tancredo Neves Complex, the Railway Museum and Solar Center.
The Masterplan was conceived to give more flow to the large institutional block formed by the JFPREV lots, the Tancredo Neves Architectural Complex, the Railway Museum and the Av. Kascher lots, as well as the Solar Center Shopping commercial complex. It was developed at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall (SEPUR).
The study sets out premises, strategies and guidelines to guide municipal management in public-private partnerships and to link existing facilities, such as Station Square, the Railway Museum and the intercity station, to a large revitalization of the area.
The proposal extends and upgrades Rua José Calil Ahouagi, with a new access to City Hall, accessible sidewalks, a bike path and tree planting, and analyzes two use and occupation scenarios for the JFPREV lot.
Design
The proposal links the JFPREV lot, the Tancredo Neves Architectural Complex, the Railway Museum, the Av. Kascher lots and Solar Center Shopping into a single, more fluid and permeable institutional block.
Context
The new neighboring developments, the infrastructure works and the new institutions to be installed around the complex will transform the dynamics of use and occupation of the whole region. Among them are the Commercial Tower, the Federal Court, the Public Prosecutor's Office and the Courthouse, as well as the Hélio Fadel Viaduct. If well articulated, these changes can build a new dimension of urbanity for the whole complex.
Existing facilities, such as Station Square, the Railway Museum and the commercial center with the intercity station, can be incorporated into the logic of linking this large revitalization.
Renewal stretch
The renewal project for Rua José Calil Ahouagi provides improvements to meet current and future needs: revitalizing the existing infrastructure and creating a new stretch, with renewed paving, wide accessible sidewalks and bike paths, for a safer and more pleasant experience for pedestrians, cyclists and drivers.
Rua José Calil Ahouagi has the potential to become an axis complementary to Av. Brasil. The proposal links the stretch that today ends at the PJF parking lot, in front of the Public Prosecutor's Office and Federal Court lots, to the avenue. This creates a new access to PJF along a two-way road, with renewed and new sidewalks, a bike path, tree planting and street furniture.
The bike path offers a safe route, separate from vehicle traffic, encouraging cycling as a sustainable means of transport and serving people of all ages and abilities.
The tree-planting system visually renews the road and improves environmental quality: trees give shade and reduce heat, filter pollutants and contribute to the health and well-being of residents and visitors.
Preliminary study
Use analysis
Next to the road extension there is a lot belonging to the Social Security institute (JFPREV), between the City Hall parking lot and the Minas Gerais Court of Justice (TJMG) building under construction. Based on the urban legislation of Juiz de Fora, two scenarios were analyzed.
Scenario 1. Use of the whole JFPREV area. The permitted zoning is ZUM 1, which allows residential, commercial and service (local, neighborhood and main) and institutional (local, neighborhood and main) uses.
Scenario 2. Subdivision of the lot into two plots and a connecting road. Plot A faces Av. Brasil, the Calil Ahouagi extension and the new road, with ZUM 1 zoning. Plot B faces the Calil Ahouagi extension and the new road, with ZC 5 zoning. The same use groups apply to both.
Views
Urban Breathing Space, Victor Spagnolo Street
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Public space, construction drawings
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
Leftover lots become a small public space for staying, accessible at every level.
- Program
- Terraces at different levels linked by accessible ramps and bleacher-stairs, with tactile paving.
Construction drawings for one of the Urban Breathing Spaces of the Juiz de Fora City Hall, at the corner of Rua Victor Spagnolo and Rua Chácara, developed in 2024 at the Urban Planning Department. The program turns leftover lots into small public spaces for staying.
The design adapts to the slope with terraces at different levels, linked by accessible ramps and bleacher-stairs, with directional and warning tactile paving along the sidewalk.
Planters, furniture and an accessible resting area are on the higher plateaus.
The set is detailed in 24 sheets, with site situation, topography, demolition, general and per-planter plans, landscaping, drainage, lighting, accessibility, paving layout and materials, sections, wall view and furniture details, so that the project can be built with precision.
Intermodal Terminal
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Terminal and urban mobility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
Buses and trains at a single point, to improve mobility and walkability downtown.
- Program
- Intermodal terminal next to the river and the avenue, in the Station Square area.
Study for an intermodal terminal in Juiz de Fora, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The proposal integrates bus public transport and the railway, at a point of heavy traffic next to the river and the avenue, in the Station Square area.
The terminal aims to improve urban mobility and downtown walkability and to complement the role that Av. Getúlio Vargas plays today.
The architectural proposal is a large inclined metal roof, supported on slender pillars, that shelters the platforms and the waiting area, with vegetation and benches, and opens to the street.
The schematic section shows trains, buses and pedestrians coexisting under the same roof.
Goals and context
The Intermodal Terminal aims to improve urban mobility and walkability in the central region of Juiz de Fora. Existing facilities, such as Station Square, the Railway Museum and the commercial center with the intercity station, can be incorporated into the logic of linking this revitalization, highlighting the city's heritage. The study sets out premises, strategies and guidelines to guide municipal management in public-private partnerships.
The context of the region includes the City Hall and MRS complex, the Av. Kascher lots, the Intercity Terminal, the Railway Museum, the historic Station Square complex, the DNIT building, the railway warehouse, the Public Prosecutor's Office, Federal Court and Courthouse complexes, the Commercial Tower, the Hélio Fadel Viaduct and the extension of Rua José Calil Ahouagi.
Diagnosis
The area is characterized by a predominance of commerce, services and institutional uses, which gives it the potential to host an urban terminal that complements the role of Av. Getúlio Vargas.
Today Av. Francisco Bernardino already works as a one-way pair with Av. Getúlio Vargas, both secondary collector roads, but this condition is little explored to distribute stops and the level of service of the roads more evenly.
There is a large concentration of bus stops on Av. Getúlio Vargas, while Av. Francisco Bernardino, given its scale, could better serve a new distribution. There are 160 lines on Av. Getúlio Vargas and 141 on Av. Francisco Bernardino, and ten lines pass through both avenues. The lines were analyzed by groups, from 100 to 700, each predominant in one region of the city.
Intervention proposal
The overall intervention provides for the extension of Rua José Calil Ahouagi, the Rua Benjamin Constant viaduct, the Intermodal Terminal and the Intercity Terminal, the extension of sidewalks, new pedestrian malls and the treatment of corners for accessibility, linking the City Hall and MRS complexes and the Railway Museum.
On Av. Getúlio Vargas, the 20.5 m profile brings an accessible sidewalk, continuous-flow lanes, urban bus boarding, the elimination of metered parking and the move of lighting to the central median. On Av. Francisco Bernardino, the 40.05 m profile includes a waiting platform in line with accessibility standards, urban bus boarding, an exclusive bus bay, a loading and unloading bay and the extension of sidewalks, keeping a shed and MRS's rail cargo.
Heritage and guidelines
The terminal is in the surroundings of the protected area of the Juiz de Fora Railway Museum Complex. Interventions in that area must be reviewed beforehand by IEPHA/MG and harmonize with the complex, with compatible scale and proportion, without reducing the visibility of the protected asset.
The general design guidelines are to create green areas in the region, improve the existing lighting, promote accessibility in all spaces, improve urban mobility, give room to walkability, keep the existing building height, implement acoustic protection, create visual permeability to the heritage, promote integration spaces and create new places to stay.
Demolishing the building between the Central Station and the sheds would widen the connection of the Railway Museum with the historic Station Square complex and create a place to stay, taking the Urban Breathing Space program as a reference. Part of the sheds would be upgraded to support the terminal, with restrooms and a food court, which also helps preserve the complex.
Maria Elídia Square
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Square and public space
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
A square that preserves the large trees and organizes the neighborhood's uses around them.
- Program
- Multi-sport court, outdoor gym, playground and concrete game tables.
Renewal project for Maria Elídia Square, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The proposal preserves the existing large trees and organizes the neighborhood's uses around them.
A multi-sport court in orange and purple takes up one side, with stepped bleachers along the fence.
On the other side are the outdoor gym, the playground and the concrete game tables, linked by interlocking paving in neutral tones.
A red walking and running track runs around the whole perimeter of the square, passing through stairways, ramps and planters, and connects the street to the interior. The bus stop and the widened sidewalks reinforce the relationship between the square and the neighborhood.
Fausto Machado Square
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Square and public space
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
A square in terraces, where the stairways are also bleachers.
- Program
- Square with multi-sport court, paths and sitting areas, on a sloping site.
Renewal project for Fausto Machado Square, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The square occupies a sloping site and is organized in terraces, which hold the court, the paths and the sitting areas.
A multi-sport court with a blue floor, yellow markings and aqua-green fencing takes up the main terrace.
The stairways also work as bleachers and connect the levels, while planters bring shade and vegetation.
The interlocking paving, concrete benches, pole lighting and open views of the sunset make the square a neighborhood lookout and gathering place, designed for all ages.
Paraibuna Bike Axis
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Cycling infrastructure and public space
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
A bike path that links parts of the city along the banks of the Paraibuna River.
- Program
- Bike axis with sidewalks and green areas, studied in cross sections stretch by stretch.
Project for the bike axis along the Paraibuna River, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The proposal links parts of the city along the river banks, combining bike mobility, sidewalks and green areas.
The design relies on cross sections, studied stretch by stretch, which show how the bike path coexists with avenues, such as Avenida Brasil and Avenida Garcia Rodrigues Paes, with the sidewalk, the hillside park, the retaining walls along the river and the pedestrian crossings.
Layout maps organize the route and the support points along the axis, and the sections show, for each situation, the relationship between the track, the greenery and the river, so that the whole reads as a linear park for everyday use.
Municipal Market
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Public facility renovation
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
A protected 1888 market, reorganized into themed stalls around the central courtyard.
- Program
- Stalls for family farming, dairy, produce, spices and snack bars, and a central courtyard with a wooden deck.
Renovation and humanization project for the Municipal Market of Juiz de Fora, built in 1888 and protected as heritage, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The market has two blocks linked by a central courtyard, and the proposal reorganizes the interior into themed stalls: on the ground floor, family farming, dairy, produce, spices and snack bars, identified by signs and light roofs.
The central courtyard gets a wooden deck, planters and benches and becomes the heart of the market, with double-height ceilings, hanging vegetation and natural light from the roof.
A light metal staircase links the ground floor to the first floor, where the restaurants and the food court are, and stands out against the existing concrete.
The renovation follows the heritage-protection constraints and preserves the exposed-brick facade, the metal trusses and the double-height courtyards. Outside, the building opens onto a paved square, with flowering trees, which prepares the arrival of visitors and widens the public space around it.
Ecopoint and Environmental School
- Year
- 2024
- Location
- Nova Benfica, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Ecopoint and educational facility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
An ecopoint that also teaches, with an environmental school in the same complex.
- Program
- Ecopoint with covered bays for receiving waste and an environmental school, within the JF + Limpa campaign.
Project for an ecopoint with an environmental school in the Nova Benfica neighborhood, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall, within the JF + Limpa campaign. Two neighboring lots, shown on the satellite image, were studied for the layout.
The ecopoint organizes the receiving of waste in covered bays, with skips, containers and a maneuvering area for trucks, all painted with an orange, green and turquoise graphic that gives identity to the facility and informs about correct disposal.
The environmental school has a classroom for educational activities, with colorful walls and light furniture, and the garden has a playground made of reused tires and wood and phrases such as reduce, reuse and recycle. The complex turns an urban cleaning service into a place for education and community.
Curumim São Benedito
- Year
- 2024
- Location
- São Benedito, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Sports and community facility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
Color and a court to give identity to the outdoor space of the Curumim.
- Program
- Multi-sport court and social courtyard.
Renewal project for the outdoor space of the Curumim, in the São Benedito neighborhood, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The proposal organizes the site around a multi-sport court and a social courtyard.
The palette in turquoise, yellow and green, applied on the court floor, the walls and the steps, gives identity to the complex and makes the space recognizable to the neighborhood. The name Curumim is scaled up on the street wall.
Stepped bleachers, gardens, fine-gravel walkways and mesh fencing form a safe and welcoming route, where children and young people can play, watch and gather.
CRAS, visual identity
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Visual identity for a public facility
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Built
A single visual identity for all the city's CRAS units, made of color, graphics and landscaping.
- Program
- Visual identity for the CRAS units of Juiz de Fora, with two facade versions studied.
Visual identity project for the CRAS units of Juiz de Fora, developed in 2024 at the City Hall's Urban Planning Department. The identity applies to all units in the city; in the images, it is shown applied to one of them. The proposal starts from a simple building and upgrades it with color, graphics and landscaping.
Two versions were studied: one with a white facade and a sinuous yellow and lilac line running along the wall, and another with lilac surfaces and yellow organic shapes, more striking and welcoming.
The name of the facility is highlighted on the entrance volume.
The site gets concrete benches, lawn and outdoor fitness equipment, so that the facility opens to the neighborhood and also serves as a social space for it.
Guaruá Cultural Center
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Cultural and community center
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
A cultural center with a white volume and colorful bands, open to the street and the court.
- Program
- Cultural and community center with a grass sports court, on a sloping site.
Project for a cultural and community center developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The building sits on a sloping site and opens to the street and to a grass sports court that is part of the complex.
The light metal structure, the glass and mesh enclosures and the white volume in contrast with the colorful bands of the facade give the facility a young and cheerful identity, visible from afar and from the street.
Inside, a wide staircase with landings works as bleachers and a meeting place, surrounded by vegetation, and the hall and rooms are organized around a large roof of translucent tiles, which brings natural light into the building.
Bedrooms, office and bathroom
- Year
- 2023
- Location
- Minas Gerais, Brazil
- Type
- Residential interior design project
- Credit
- Project done at the Arcos office
- Status
- Not built
Dark green, light wood and gray for work and rest spaces.
- Program
- Home office, bedrooms and bathroom, with custom joinery.
Interior design project developed in 2023 at the Arcos office, bringing together a home office, bedrooms and a bathroom, all with a palette of dark green, light wood and gray.
The office takes advantage of a corner with an L-shaped desk, continuous shelves and recessed lighting, with plants that bring freshness to the workspace.
In the bedroom, the joinery brings together a TV panel, niches and a second study desk.
The bathroom combines green tile, a white countertop and a glass shower, and the master bedroom follows a softer language, with wood flooring, a low headboard and light tones.
Apartment JD
- Year
- 2025
- Location
- Minas Gerais, Brazil
- Type
- Residential interior design project
- Credit
- Project done at the ARQLIQ office
- Status
- Under construction
Light wood, stone and sand tones for a calm and welcoming apartment.
- Program
- Apartment interiors, with living room, kitchen with a curved counter and a resting corner by the window.
Interior design project for an apartment developed in 2025 at the ARQLIQ office. The palette starts from light wood, stone and sand tones, with light curtains that let the light in and create a calm and welcoming atmosphere.
Slatted wood covers the joinery of the living room and kitchen and repeats on the aqua-green counter, which draws a curve and goes with wooden stools.
By the window, a swing hammock and a built-in stone bench create a resting corner.
The dining room gets an oval table around a curved slatted panel, which defines the space without closing it, and the kitchen is organized with a stone counter, built-in bench and linear lighting.
Apartment DA
- Year
- 2025
- Location
- Minas Gerais, Brazil
- Type
- Residential interior design project
- Credit
- Project done at the ARQLIQ office
- Status
- Under construction
Living room, dining room and kitchen integrated by a large teal joinery volume.
- Program
- Apartment interiors, with an open plan joining living room, dining room and kitchen.
Interior design project for an apartment developed in 2025 at the ARQLIQ office. The plan is open and joins living room, dining room and kitchen in a single space, with light flooring, white walls and plenty of natural light from the balconies.
A large teal joinery volume organizes the space: it holds the TV and the niches, hides the fridge and makes the divide between living room and kitchen, in contrast with the light wood panels.
The same blue reappears in the kitchen cabinets, in a line, and in a column of shelves that filters the passage.
Reading corners with an armchair and a lamp, a wine niche and hanging plants complete the project and bring lightness and warmth to the whole.
Lajinha Park
- Year
- 2025
- Location
- Teixeiras, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, urban park
- Status
- Academic
Entre Árvores e Caminhos (Among Trees and Paths): a park that shows what it already has and expands its uses.
- Program
- Upgrade of the Lajinha Municipal Natural Park, focused on well-being and contact with nature.
Developed in 2025 in Architecture and Urbanism Project IX, at UniAcademia, the project proposes upgrading the Lajinha Municipal Natural Park, in Juiz de Fora, a partly preserved urban refuge whose facilities do not explore the full potential of the place. The proposal, Entre Árvores e Caminhos, highlights what the park offers and diversifies its uses, focused on well-being and a lifestyle closer to nature.
Among the trails are yoga and meditation spaces, wooden bridges and walkways that cross the forest and the lake, and a large deck on the shore, with furniture designed for contemplation and meeting.
A museum tells the railway history of Juiz de Fora and houses the preserved trams, with a cafe and a stage on the lawn for dance and yoga classes and playful activities.
The playground was renewed, with a covered deck for parents, and next to it are multi-sport and sand courts, with bleachers. By the lake are a restaurant and the pedal-boat deck, and the two-tower lookout linked by a walkway, which leads from the lake to the middle of the forest. All in reforestation pine wood, with a dark metal structure where necessary, to disturb the experience of nature as little as possible.
Álamo Residential
- Year
- 2025
- Location
- São Mateus, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, residential building
- Status
- Academic
A building designed from its target audience: students and singles near downtown.
- Program
- Multifamily building on a 592 m² lot with a 14 m frontage.
Developed in 2025 in Architecture and Urbanism Project IX, at UniAcademia, by the Affinitas Arquitetura team, Álamo Residential is a multifamily building on Rua Morais e Castro, in the São Mateus neighborhood of Juiz de Fora. The lot has 592 m², with a 14 m frontage, in a residential corridor zone, close to downtown, universities, hospitals and shops.
The project starts from an analysis of opportunity and target audience, students, singles and couples, and seeks efficiency in everything: in the garage, the facade, the plans and the apartments.
There are three typical apartment types, with one and two bedrooms, and three penthouse types, with one and three bedrooms, with units from 51 to 169 m², gourmet balcony and integrated living rooms and kitchens.
The building combines exposed brick, wood, metal brise-soleils and vegetation on the balconies, and includes outdoor leisure areas with a pool, rooftop, fire pit and pet space. Security, electronic locks, LED lighting, rainwater harvesting and individual metering make up the sustainability and innovation strategies, and the study closes with the financial feasibility of the development.
Feasibility Study
- Year
- 2025
- Location
- Rua Barão de Cataguases, Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Academic project, feasibility study
- Status
- Academic
A building for young people and students, with modern homes and a large common-use area.
- Program
- Multifamily building on a 350 m² lot, with a seven-space garage on the ground floor and common areas.
Developed in 2025 in Architecture and Urbanism Project IX, at UniAcademia, by the Affinitas Arquitetura team, the study assesses a multifamily building for young people and students, with modern homes, technology such as digital locks and a large common-use area. The lot is on Rua Barão de Cataguases, 10 by 35 m, 350 m², with a floor-area ratio of 1.8.
The ground floor has an optimized garage with seven spaces, one of them accessible, a centered pedestrian lobby and a 35 m² commercial unit to stimulate local commerce.
Four typical floors have four 35 m² studios with a balcony each, around a central circulation core, and two 83 m² duplex penthouses share space with a common-use rooftop.
The young-looking facade uses exposed brick, wood and vertical vegetation. The financial feasibility study closes the proposal, with a utilization of 133.85% and a profit margin of 59.33%.
Apartment DH
- Year
- 2024
- Type
- Residential interiors
- Status
- Academic
Sage-green joinery for a couple who like to host and cook.
- Program
- Kitchen, laundry and gourmet balcony.
Interior design project developed at UniAcademia, in a pair with Juliana Almeida, based on the profile of a young couple of administrators, with a three-year-old child, who love hosting friends and cooking. The brief asked for cabinets to organize bags, shoes and toys, and intimate lighting for guests and bright lighting for everyday.
The project covers the kitchen, the laundry and the gourmet balcony, with sage-green joinery, vertical ceramic tile and terrazzo in the gourmet area, and the guest and suite bathrooms, with beige porcelain tile and black fixtures. Each room has a masonry plan, layout, furniture, finishes, installations, sections, elevations and stonework detailing.
The Corner Edition, corner kiosk
- Year
- 2026
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Competition, urban kiosk
- Credit
- IGOR DRUMOND
- Status
- Competition
A kiosk that works like a page of a neighborhood newspaper: one corner, one edition a day.
- Program
- Module with a bookshelf, news board, drinks counter and bench, for a 500 m radius.
Kiosk proposal for a corner in Juiz de Fora, conceived as a page of a neighborhood newspaper: one corner, one hand, one edition a day. The kiosk brings together in a single module a bookshelf, the board with the day's news, a drinks counter and a bench, and serves a radius of 40 minutes on foot, or 500 meters.
The module is made of dark steel structure, wood and glass, with flaps that open through the day: folded and closed at dawn, open in the morning, with shade and water at noon, and lit at night. Drink sales help keep the kiosk going, while reading, writing and meeting are free for everyone.
Déa Caputo Monachesi Square
- Year
- 2024
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Type
- Square renewal, preliminary study
- Credit
- SEPUR/PJF
- Status
- Not built
A little-used, shadeless square becomes a place for sport, leisure and community.
- Program
- Renewed field and court, walking track, playground, outdoor gym, game tables and support building.
Preliminary study for the renewal of Déa Caputo Monachesi Square, developed in 2024 at the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall. The site had a dirt field, a court and a deteriorated bleacher, with little use and no shade.
The proposal keeps the field and the court, renewed, and adds a walking track, playground, outdoor gym, game tables, benches, a support building with locker rooms, multipurpose rooms, administration and a barbecue area, and landscaping with flowering trees, such as jacaranda and ipê, and a flowering calendar through the year.
Kitnet Alameda 7
- Year
- 2026
- Location
- Pedro Juan Caballero, Paraguay
- Area
- 25 m² per unit
- Type
- Architecture and interiors
- Credit
- EKOA Arquitetura
- Status
- Not built
A complete home in 25 m², with a mezzanine and a single facade.
- Program
- Compact 25 m² units on the same site, in Pedro Juan Caballero, Paraguay.
The project organizes compact units on the same site, with a single facade and its own identity. Each unit solves, in 25 m², everything a home needs.
The mezzanine frees the ground floor for living and tucks the bedroom upstairs. The joinery follows the walls and absorbs storage, counter and stairs; the cobogó and exposed masonry appear without finishing, and the terracotta palette ties the whole together.
Prism Bathtub
- Year
- 2026
- Type
- Competition, Prêmio DECA 2026
- Credit
- EKOA Arquitetura
- Status
- Competition
A solid prism, in earth color, resting on the bathroom floor.
- Program
- Bathtub as a design object, inspired by the Brazilian cobogó, for the Prêmio DECA 2026.
A solid prism, in earth color, resting on the bathroom floor. The rectilinear geometry comes from the Brazilian cobogó and turns light, form and architecture into a bathing object.
Living with design changes everything.
Koa Armchair
- Year
- 2026
- Type
- Original furniture design
- Credit
- EKOA Arquitetura
- Status
- Under construction
An armchair identical on both sides, with a continuous solid-wood frame.
- Program
- Original furniture design: armchair with a solid-wood frame in natural oil finish and upholstery.
Koa is the balance between form and function. Its continuous solid-wood frame wraps the upholstery lightly, creating an experience of sophisticated comfort and timeless presence.
The chair is exactly the same on both sides, which ensures visual harmony in any setting. The frame, with a natural oil finish, connects arms, seat and legs in a single light and sturdy form, and highlights the grain and texture of the wood.
The upholstery combines high-density foam and natural leather covering, for comfort and durability.
In the Double Armchair version, two Koa complete each other and, joined, reveal the word EKOA: design that completes itself.
In the details, the joint between leather and solid wood and the natural oil finish; in the setting images, the piece in olive-green and terracotta versions in different spaces.
Apê Marcinho
- Year
- 2026
- Location
- Juiz de Fora, MG, Brazil
- Area
- 30 m²
- Type
- Interiors and joinery
- Credit
- EKOA Arquitetura
- Status
- Under construction
Living and dining in a single space, with the joinery concentrating the program.
- Program
- Renovation of a 30 m² apartment, with a corner banquette, wine nook, coat area and TV panel.
The renovation reorganizes living and dining into a single continuous space, where each function gets a defined place without the space losing its lightness.
The joinery concentrates the program: corner banquette, wine nook, coat area and the TV panel, resolved discreetly. The palette starts from the yellow already in the apartment and goes with earthy tones, wood and light fabrics.
About me
I am Igor Drumond, an architect and urbanist in Juiz de Fora, Minas Gerais, who graduated in 2025 from the UniAcademia University Center.
Born in Juiz de Fora (MG) · 24 years old · Single
Identity and positioningI advocate an architecture that seeks well-being and delight for those who use the space, often through inventive and landscape strategies, uniting aesthetics, functionality and a positive impact on people's lives.
Entering the professionI came to architecture influenced by an architect sister and started working with her, at Lara Drumond Arquitetura, on commercial projects, with modeling, images and technical and construction drawings.
Broadening my practiceAt university, I took part in the ARCOS Junior Enterprise. At the Urban Planning Department of the Juiz de Fora City Hall, I worked on squares, roads, renovations of public facilities and urban renewal.
Current directionToday I research social housing, people experiencing homelessness and inclusive urban strategies. For me, the project begins with people: in direct contact with those who will live in the space, in the hand drawing that organizes the first ideas and in listening to the place. I use current tools, including artificial intelligence, to explore alternatives and communicate the project clearly, without giving up the sketch, the conversation and care for those who use the space.
Career
Start of university
UniAcademia and Lara Drumond Arquitetura
First internship, at Lara Drumond Arquitetura, on commercial projects, with modeling, images and technical and construction drawings.
Continuing at the office
Lara Drumond Arquitetura · complementary training
Continued activities at Lara Drumond Arquitetura, with lighting, interiors, entrepreneurship, software and architecture repertoire.
ARCOS and City Hall
Junior Enterprise and SEPUR/PJF
Work at ARCOS Junior Enterprise and joining the Urban Planning Department. Took part in the 1st Technical Seminar on Urban Planning of PJF.
Urban planning
SEPUR/PJF and ARQLIQ
Time in the projects and land-use departments. Renovations of the HPS and the Municipal Market. Lecture by Filippo Innocenti (Zaha Hadid Architects).
Graduation and thesis
UniAcademia
Completed the course and the Housing First thesis. 6th Municipal Conference of Cities, 2nd Technical Seminar on Urban Planning and Second BIM Week (UFJF).
Office, competitions and fieldwork
EKOA, Kaira Looro, Yung Vivo
Co-founded EKOA Arquitetura, an experience that ended in 2026. Kaira Looro and Yung Vivo competitions. Volunteering after the February rains.
Professional
EKOA Arquitetura
Former co-founder and designer
I co-founded EKOA, an office focused on contemporary Brazilian architecture. Design, development and coordination of residential, commercial and interior projects: preliminary studies, construction drawings, detailing and coordination, as well as contracts, proposals and communication.
ARQLIQ Arquitetura
Designer, internship
Architectural, interior and landscape projects, as well as competitions and graphic representation. Discussions on contemporary architecture, urbanism and architectural photography, with autonomy in developing solutions.
Urban Planning Department, Juiz de Fora City Hall (SEPUR/PJF)
Designer, internship
In the Department of Projects and Territorial Interventions, architectural projects and interventions in public facilities, including the renovations of the Hospital de Pronto Socorro (HPS) and the Municipal Market, as well as urban, road, square and renewal projects. In the Department of Land Use and Occupation, analysis of urban legislation, land subdivision and territorial occupation. See the SEPUR projects ↓
ARCOS Junior Enterprise
Designer
Architectural, interior and furniture projects, taking part in the management of the company and its work processes.
Lara Drumond Arquitetura
Designer, internship
First professional experience: commercial projects with short deadlines, three-dimensional modeling, images, presentations, diagrams and technical and construction drawings. Contact with clients and coordination between aesthetics, function and construction.
Capabilities
Design
From the preliminary study to the construction drawings, with detailing and coordination, from a piece of furniture to a river basin.
Urbanism
Analysis of legislation, subdivision and land use, as well as squares, roads and urban renewal.
Renovation
Renovations of public and commercial facilities, such as the HPS, the Municipal Market and Açaí in Ubá.
Research
Literature review, case studies and guidelines, as in the Housing First thesis and the ongoing research.
Representation
Images, competition boards and diagrams faithful to the geometry and materials of each project.
Organization
Archive, scale and order of delivery, with proposals, contracts and deadlines organized in the office.
Project management
Organizing deadlines, teams and deliveries, from the start of the project to construction, following up each stage.
Collaboration
Teamwork in the office, at City Hall, in competitions and in the field, with each person's authorship kept clear.
Art and visual communication
Art design for spaces, as in the CRAS units, plus stickers, signs and wayfinding.
Brand identity
Creating visual brand identities, as in the Açaí projects, from the logo to its application.
Websites
Building websites for offices and professionals, focused on presenting the work clearly.
Paid traffic
Managing ad campaigns on Google Ads, Meta Ads and ChatGPT Ads, from planning to analyzing results.
Software
Drafting and BIM
AutoCAD, Revit and Archicad.
Modeling
SketchUp.
Rendering
D5 Render, Enscape and V-Ray.
Editing and presentation
Photoshop, Illustrator and Canva.
Artificial intelligence
ChatGPT, Gemini, Claude and Magnific.
Organization and management
Trello and Monsi.
Leadership and communication
Co-founding and project coordination
EKOA Arquitetura, 2026 (former partner; no longer active in the office)
Coordination of residential, commercial and interior projects, and division of responsibilities among the partners.
Process management
ARCOS Junior Enterprise, 2023
Took part in managing the company's projects and work processes.
Proposals, contracts and presentation
EKOA Arquitetura (former partner) and Lara Drumond Arquitetura
Contact with clients, preparation of proposals and documentation for presentation and construction.
Presentation and debate
Thesis, seminars and conference
Presented the final thesis and took part in the technical seminars and in the Municipal Conference of Cities.
Emergency fieldwork
Civil Defense, IAB and City Hall, 2026
Fieldwork alongside engineers, with direct guidance to residents.
Competitions and Activities
Yung Vivo, Sob os Tempos do Equinócio
Competition, as a team
Pilot plan for integrated urban water management for the Yungue Stream in Juiz de Fora. Placed third.
Teranga, Kaira Looro Architecture Competition
International competition, with Mariane Monteiro
Community center for Senegal, from ancestral circularity and the central courtyard.
UFC arts, culture and events center
Competition, with EKOA Arquitetura (former partner)
Proposal for the São Pedro Cultural Square, in Fortaleza.
The Civic Kiosk
Proposal in development
Small public architecture for pause and information in Juiz de Fora.
Opening an office
Challenge and decision
At EKOA, combining design, contracts, proposals and communication, dividing responsibilities among the partners. I brought a management vision and care for clarity in every delivery.
Volunteer at the Juiz de Fora Civil Defense
With IAB Zona da Mata e Vertentes and City Hall
After the heavy rains, three days of field inspection in affected homes, alongside engineers: assessing the safety of buildings, guiding residents and supporting collection and donation distribution centers.
Debate on city planning
Seminars and conference
1st and 2nd Technical Seminars to debate Urban Planning in PJF and 6th Municipal Conference of Cities.
Research
Undergraduate thesis
Housing First and the rebuilding of urban citizenship
The thesis proposes the Housing First model as a structural and humane solution for people experiencing homelessness. Born in the early 1990s in New York and devised by the psychologist Sam Tsemberis, the model starts from a radical shift: the home comes first. Permanent and stable housing, understood as a human right, is the starting point for social reintegration, not a reward for behavior deemed adequate, and it does not require prerequisites such as abstinence. Successfully adopted in countries such as Finland and Denmark, the model combines permanent housing with continuous social support.
The local diagnosis shows that the homeless population of Juiz de Fora grew 110% between 2016 and 2023, reaching about 1,600 people in 2025. The proposal is a multifunctional, sustainable building in the central region, bringing together permanent housing and essential services: health, social assistance, professional training and support for substance dependence. The general goal is to offer permanent housing and integrated health, social assistance, education and training services, in humanized spaces that ensure dignity, autonomy and social reintegration.
The program links living, caring and participating, with a popular restaurant, courtyards, garden and market, library, workshops and multipurpose rooms. Specific goals include implementing a permanent housing program as an alternative to temporary shelter, integrating housing, health and social assistance in the same space, training through workshops and professional courses, promoting community life, ensuring the right to the city with a facility in a central area and encouraging sustainable building practices. The aim is to repopulate downtown, act against socio-spatial segregation and treat housing as a right, not a reward.
Decent housing cannot be understood as the final prize of a journey of overcoming, but as the basic foundation for any process of social inclusion.Raquel Rolnik, Guerra dos lugares, Boitempo, 2015, p. 93See the project
From the thesis to public debate
Undergraduate thesis
UniAcademia
Housing First and the rebuilding of urban citizenship, supervised by Raphael Barbosa Rodrigues.
IAB thesis exhibition
Institute of Architects of Brazil
The work was selected for the IAB thesis exhibition.
Juiz de Fora City Council
Municipal legislative branch
The proposal is under debate in the City Council.
City Hall departments
Municipal executive branch
The work is also being discussed in two city departments.
Projects
Teranga, Community Center
HPS Renovation
Koa Armchair
Fausto Machado Square
Municipal Market
Lumiar Housing
Feasibility Study
The Corner Edition, corner kiosk
Ecopoint and Environmental School
Lajinha Park
Kitnet Alameda 7
Maria Elídia Square
Apartment DA
Prism Bathtub
Guaruá Cultural Center
Apartment JD
Reserva Building
Paraibuna Bike Axis
CRAS, visual identity
MUCOV, Retail Trade Museum
Lajinha Park Sidewalks
Apê Marcinho
Le Café Mirante
Intermodal Terminal
Déa Caputo Monachesi Square
Malfatti State School
Industrial District Roadway
#Açaí Viçosa
Pantaleone Arcuri Square
Play Street
Curumim São Benedito
Álamo Residential
Urban Breathing Space, Victor Spagnolo Street
Skate Park
Popular Commerce
Vernus Corporate Building
PJF Masterplan
Apartment DH
Bedrooms, office and bathroom
Arnaldo Janssen Space
Casa sobre Jardim (House over Garden)
Jardim Pinheiro House
Other projects
Projects I worked on that do not yet have published images.
- Caiçaras SquareSEPUR/PJF · praça e espaço público
- Nova Germânia SquareSEPUR/PJF · praça e espaço público
- Skate park, Av. BrasilSEPUR/PJF · public space · 2024
- Grama Neighborhood SquareSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
- Padre Léo SquareSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
- Urban Breathing Space, Av. BrasilSEPUR/PJF · public space · 2024
- Urban Breathing Space, Rosa Cabinda ViaductSEPUR/PJF · public space · 2024
- Rua Eugênio do Nascimento RoadwaySEPUR/PJF · infraestrutura viária · 2024
- CanteenLara Drumond Arquitetura · commercial project · 2023
- Apartment GRResidential interior design project · 2025
- UFC arts, culture and events centerCompetition, Fortaleza, CE · 2026
- Bedroom JInterior design and rendering project · 2024
- HPS interior renovationSEPUR/PJF · reforma interna · 2024
- Açaí in Ubá, joineryCommercial renovation, joinery · 2023
- Urban Breathing Space, Rua IbitiguaiaSEPUR/PJF · espaço público, projeto executivo · 2024
- Amazônia Neighborhood SquareSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
Education
Architecture and Urbanism
UniAcademia University Center, Juiz de Fora
Architecture and Urbanism Projects (PA 1 to PA 9) at different scales, from interiors and housing to a museum, park and building.
Undergraduate thesis
Housing First and the rebuilding of urban citizenship
Supervised by Raphael Barbosa Rodrigues. Selected for the IAB thesis exhibition.
Languages
- English, intermediate - in progress
- Interested in learning other languages
Courses
Walking Mobility
Enap · 15 h
Second BIM Week
UFJF · 24 h
Branding and brand management for architects
Projetou
Marketing and client acquisition for architects
Projetou
Landscape construction drawings
Projetou
Sustainable and circular cities
PUC-RS
Extensions
From theory to practice: experiences and challenges in the architecture market
Pritzker 2025
Pritzker 2024 winner
Urban Breathing Space
Technical visit to Independência Shopping
The role of consultancies in the production of urban space
Lecture by architect Filippo Innocenti, Zaha Hadid Architects
Neuroarchitecture: cities, the extension of our homes
PEU workshop (Urban Structuring Plans)
Technical visit to the Mariano Procópio Museum
Nó Arquitetura
Software workshop: Layout (SketchUp)
Pritzker 2022
Entrepreneurship: Viê + Opus
Lighting in Architecture
Suér Ateliê
Design thinking in Interior Architecture
Landscape: how we understand it
Super Ateliê
Urbanismo tático
Designing Healthcare Facilities
Lectures
Home & Decor Habitat, 3rd edition · Privilège, Núcleo Urbano Arquitetura e Design
Architecture Hunter: Why We Hunt?, with Amanda Ferber
Sob os Tempos do Equinócio
2nd Technical Seminar to debate Urban Planning, PJF
6th Municipal Conference of Cities of Juiz de Fora
Filippo Innocenti, Zaha Hadid Architects
1st Technical Seminar to debate Urban Planning, PJF
Events
Contact
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil.
Registration
- Architect and Urbanist · CAU A330793-0
- Lattes CV: lattes.cnpq.br/5948195965505939
- Based in Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil